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População do Uíge aprende a evitar doenças

Valter Gomes | Uíge

Cerca de 6.600 habitantes da zona 4 do Bairro Candombe Novo, periferia da cidade do Uíge, foram esclarecidos no fim-de-semana por agentes comunitários de saúde sobre a importância e formas de prevenir a malária.

Activistas também ensinaram formas de manter a higiene em casa e outros espaços públicos principalmente nesta época de chuva
Fotografia: João Gomes

Os habitantes também foram sensibilizados sobre os cuidados a ter com a cólera, diarreia aguda, VIH/Sida e outras infecções sexualmente transmissíveis.
A coordenadora técnica da assistência do Programa de Agentes Comunitários de Saúde referiu que a campanha, além da realização de palestras e de acções porta a porta sobre os cuidados a ter com a saúde, incluiu a limpeza dos arredores do bairro, quintais, fontanários e mercado “Sétimo Dia”.
Maria Amélia declarou que o objectivo destas iniciativas é garantir que haja saúde nas comunidades, manter os quintais, mercados e arredores do bairro limpos e incentivar a população a tratar a água para consumo e evitar desta forma o contágio de doenças.
“Com a realização deste programa queremos que a população da região perceba a importância de não deitar o lixo em locais impróprios, que onde não houver contentores tem de ser enterrado e a água das cacimbas tratada”, disse.
Os activistas também ensinaram formas de manter a higiene em casa, quintais, mercados e outros espaços públicos, principalmente nesta época chuvosa durante a qual o lixo e as águas estagnadas produzem mosquitos e micróbios.
A referida campanha foi promovida pela Direcção Provincial de Saúde, em colaboração com as autoridades tradicionais
A coordenadora recordou que na província do Uíge o programa, iniciado no ano passado, abrange todos os municípios e bairros e que por isso vão ser criadas novas equipas de agentes comunitários constituídas por jovens seleccionados pelas autoridades tradicionais e pela Direcção Provincial de Saúde que vão beneficiar de formação.
O soba da zona 4 do Bairro Candombe Novo elogiou a iniciativa que vai contribuir para a redução de doenças, principalmente o paludismo e diarreias

Água e outros problemas


O soba lamentou que os habitantes do Bairro Candombe Novo insistam em consumir água imprópria retirada de cacimbas, mas referiu que mesmo a tratada com cloro e outros produtos nem sempre é segura, o que contribui para o aumento de doenças. João Bianda lembrou que a zona tem 12 furos artesianos construídos pelo Governo Provincial que nunca foram utilizados por continuarem inactivos Na regedoria do bairro há um centro de saúde que, garantiu o soba ao Jornal de Angola, não consegue dar resposta à procura. A falta de iluminação pública e domiciliária e o número reduzido de meios de transporte são também problemas vividos pelos moradores do Bairro Candombe Novo, principalmente os alunos que estudam à noite e têm de andar grandes distâncias, segundo o soba João Bianda.

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