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População pede centro de saúde

Valter Gomes | Quimbata

Habitantes da regedoria de Quimbata, Maquela do Zombo, no Uíge, solicitaram às autoridades da província a construção de um centro médico, com vista à melhoria da assistência médica e medicamentosa na localidade que faz fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

Quimbata tem 15 aldeias e 3.650 habitantes que recebem tratamento médico no único posto de saúde existente. A unidade funciona com duas salas de internamento, cada uma com apenas três camas, um consultório médico, farmácia e área de recepção.
O centro de saúde tem três técnicos que asseguram o funcionamento do posto que chega a atender mais de 40 pacientes por dia.  “Pedimos ao Governo Provincial a instalação de um centro com laboratório de análises clínicas e outros serviços importantes, para evitar que a população vá à RDC em busca de tratamento médico”, disse o regedor Pedro António Ntu Kalandi.
O chefe do posto de saúde de Quimbata, Bernardo Filipe, disse que a insuficiência de espaço para internamento e a falta de vários serviços médicos faz com que os doentes, em estado grave, sejam transferidos para o Hospital Municipal de Maquela do Zombo. “Mas há também aqueles que preferem deslocar-se à RDC para receber tratamento médico no hospital de Quimpango”, disse.
Bernardo Filipe apontou como solução a construção de um centro de saúde capaz de oferecer melhores condições aos pacientes e técnicos.
A regedoria de Quimbata está localizada 42 quilómetros a Norte da sede municipal de Maquela do Zombo. Tem 15 aldeias, todas situadas ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo.

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