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Portadores de deficiência no Uíge frequentam cursos profissionais

Valter Gomes | Uíge

Ao todo, 88 portadores de deficiências estão, desde o princípio do ano, a frequentar uma acção de formação técnica e profissional na cidade do Uíge,em diversas áreas, como corte e costura, serralharia, sapataria, carpintaria, moagem e recauchutagem.

Jovens estão a descobrir valências para enfrentar o cada vez mais competitivo mercado de trabalho
Fotografia: Jornal de Angola

Ao todo, 88 portadores de deficiências estão, desde o princípio do ano, a frequentar uma acção de formação técnica e profissional na cidade do Uíge,em diversas áreas, como corte e costura, serralharia, sapataria, carpintaria, moagem e recauchutagem.
A informação prestada ontem pelo secretário provincial da Associação Nacional dos Deficientes Físicos (ANDA) no Uíge, Garcia Vieira, dá conta que a instituição tem registado, só no município sede, mais de 300 deficientes físicos.
Em relação ao número de deficientes matriculados, o responsavel disse que 44 frequentam aulas de corte e costura, cinco de carpintaria, 25 de moagem de fuba de bombó e milho, cinco de recauchutagem e quatro de sapataria.
 A aposta na formação técnica e profissional dos portadores de deficiência física tem por objectivo apetrechá-los de competências que lhes permitam, no futuro, criarem pequenas empresas com vista a minorar as várias dificuldades que enfrentam no quotidiano.
Garcia Vieira sublinhou que, para além dos deficientes, o projecto também abrange os filhos de portadores de deficiência.
A direcção da ANDA na província do Uíge funciona há seis anos e já formou muitos deficientes que actualmente exercem actividade em pequenas empresas, criadas pela instituição nalguns bairros periféricos da sede provincial.
O secretário provincial disse que a organização que dirige desenvolve várias acções em parceria com o Instituto de Reinserção Social dos Ex-militares, que facilitam o reenquadramento social de muitos deficientes físicos.
“Já instalámos cinco moagens de fuba de bombó, duas serralharias, uma carpintaria, recauchutagens, alfaiatarias, entre outros serviços sociais postos em funcionamento na cidade do Uíge e bairros periféricos, que estão a contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas portadoras de deficiência física, nesta província”, disse.
Este ano a ANDA prevê construir cantinas comunitárias nos bairros do município do Uíge, o enquadramento de mais deficientes nos programas da Associação e a expansão dos serviços de alfaiataria, serralharia, moagem e recauchutagem nos demais municípios da província. O próximo passo da ANDA é a da criação de condições para o levantamento do número de deficientes físicos existentes em todos os municípios da província, garantiu Garcia Vieira, que diz ter já solicitado apoio ao governo da província, a Organizações Não-Governamentais e a outros membros da sociedade, no sentido de se materializarem os projectos.

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