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Preço do táxi aumenta na província do Uíge

Joaquim júnior, Uíge

A tarifa de táxi não personalizados na província do Uíge subiu, de 100 para 150 kwanzas, em consequência do aumento do preço de combustível, situação que está a gerar constrangimentos entre os agentes económicos, automobilistas e população.

Está cada vez mais caro andar de táxi na província do Uíge em função do aumento da corrida em cinquenta por cento
Fotografia: Mavitidi Mulaza

Numa ronda efectuada pela reportagem do Jornal de Angola à cidade do Uíge, os taxistas disseram que durante alguns dias foram ponderando a possibilidade do aumento da corrida e decidiu-se subir mais 50 kwanzas, em relação ao preço cobrado anteriormente. “Achamos justo esta ligeira subida, porque estamos a ressentir o aumento que foi feito no combustível”, aludiram.
O taxista Eduardo Bernardo entende que a subida do preço de táxi vem valorizar  o trabalho “por nós exercido que também tem contribuído para o desenvolvimento do país”, porque, referiu, “diariamente transportamos trabalhadores para os seus postos e vice e versa”.
“Não há como resistirmos às exigências do mercado, por isso procuramos também reajustar a tarifa do táxi, como forma de compensar o desgaste das viaturas com que exercemos esta actividade”, sustentou.
 Para o automobilista Nelson Ndonga, a subida do preço do combustível apanhou-o desprevenido, embora afirme que já era previsível o aumento da corrida de táxi.Pedro Lucas, também taxista, defende que a subida do preço dos combustíveis deveria ser antes acompanhada de uma campanha de sensibilização, mas infelizmente fez-se ao contrário. “A notícia apanhou-nos todos com a calça na mão. Pela cabeça não me passou outra coisa senão também reajustarmos os preços da corrida de táxi, que achamos ser justo em função do mercado. O valor anterior que cobrávamos não compensa”, argumentou.
Agostinho João, outro automobilista interpelado pelo Jornal de Angola, considera justa a medida do Executivo de reajuste do preço do combustível, mas referiu que seria importante também que se fizesse um ajuste nos salários. Madalena António é de opinião que a medida vai beneficiar mais alguns e prejudicar os demais, no caso do pacato cidadão.
Diz não concordar com a subida do preço do táxi, porque o combustível subiu na ordem dos 25 por cento, mas os taxistas elevaram a corrida para 50 por cento, o que considerou de um aproveitamento desmedido. “A Polícia deveria tomar medidas contra as pessoas que pretendem aproveitar-se da situação”, lamentou.
Os preços dos combustíveis sofreram as seguintes alterações: o litro de gasolina  passou a custar 75, contra os 60 cobrados anteriormente, o gasóleo de 40 para 50 AKZ, o petróleo iluminante de 20 para 35 e o gás de cozinha passou a custar 45 AKz por quilograma. As botijas de gás de 6, 12 e 51 kg passaram a custar 270 AKZ, 540 e 2.295.
Jacinto Pedro é taxista desde 2000, altura em que conseguiu a carta de condução e disse que apesar dos constrangimentos continua a trabalhar com a mesma responsabilidade.
“Ser taxista não é uma tarefa fácil”, diz Jacinto Pedro, enumerando os incómodos pela via, engarrafamentos que resultam em muitos casos em stress.
A responsabilidade de um bom motorista passa pela boa compreensão com os clientes e os colegas na via”, salientou.
Garcia Jaime começou a trabalhar há um ano, numa empresa de táxi personalizado entregue no ano passado pelo Governo Provincial. Diz que o serviço de táxi  veio  a calhar e para melhorar o trabalho de transportes públicos e dar oportunidade de ocupação aos jovens desempregados.

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