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Problemas minimizados na penitenciária da região

António Capitão | Negage

Os problemas de assistência medicamentosa e apoio às práticas desportivas entre os reclusos do estabelecimento prisional de Kindoki, no município de Negage, estão minimizados, depois que um grupo de dirigentes e membros do secretariado provincial do Movimento Nacional Espontâneo (MNE) do Uíge ter doado material diverso à instituição.

Material desportivo foi também doado
Fotografia: Eduardo de Costa|- Edições Novembro

Os medicamentos e material desportivo são resultantes de uma campanha promovida pelo MNE, que contou com os préstimos de Akwá, antigo capitão da Selecção Nacional de Futebol. O secretário provincial do MNE, no Uíge, Manuel Mateus, disse que o donativo vai ajudar a potenciar a farmácia do posto de saúde da unidade penitenciária e promover a prática desportiva no seio dos aprisionados.
Durante a entrega do donativo, a comitiva tomou contacto com a situação operativa e de internamento dos reclusos da unidade prisional, que controla 512 elementos, entre detidos e condenados.
Os membros do MNE foram  informados de que os reclusos beneficiam de formação académica, técnica e profissional nas áreas de informática, electricidade, canalização e práticas agrícolas. Manuel Mateus sublinhou que o processo de formação académica e técnico-profissional dos reclusos serve para que os mesmos consigam dar outro rumo às suas vidas depois de cumprirem as penas. O director do estabelecimento prisional do Kindoki, subinspector Gabriel Barros, disse que os reclusos diariamente dedicam-se ainda em actividades agro-pecuárias e de piscicultura, cujos resultados têm contribuído para a melhoria e diversificação da dieta alimentar dos mesmos.
Gabriel Barros referiu que, por falta de dotação orçamental, o estabelecimento prisional de Kindoki funciona com muitas dificuldades, com destaque para a falta de água, transporte e de outros serviços básicos que devem contribuir para a garantia de melhores condições de internamento dos reclusos.
“A falta de transporte colectivo para a recolha dos funcionários é um dos grandes problemas da instituição, uma vez que o estabelecimento conta com funcionários que vivem na cidade do Uíge, a   34 quilómetros de distância para a cadeia”, concluiu Gabriel Barros.

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