Províncias

Procura de gás butano aumenta na província

Walter Gomes | Uíge

Consumidores de gás butano no Uíge estão a enfrentar dificuldades para a sua aquisição, devido à escassez que se regista nas agências.

Imagem documenta o cenário que se vive em agências de venda de gás no Uíge
Fotografia: Mavitidi João | Edições Novembro | Uíge

Nos últimos 30 dias, os consumidores fazem grandes filas para adquirir uma botija de 12 kg, o que está a provocar descontentamento no seio da população.
As dificuldades na aquisição do gás estão a levar os consumidores a recorrerem ao carvão, para a confecção de alimentos. Pedro Mudiaku, das Organizações Bokothy, disse que nos últimos dias a sua empresa vendeu menos de 200 botijas de 12kg, número insuficiente para atender os clientes e satisfazer as necessidades da empresa.
“Trabalhamos com mais de 700 botijas de 12 a 40kg, hoje temos dificuldades para atender metade dos nossos clientes, porque regista-se um corte no fornecimento, sem sabermos o que está na base disso, situação que está a deixar-nos desnorteados”, lamentou.
Lino Alexandre, da Empresa Kilamba e Filhos, diz ter recebido apenas 100 botijas de 12kg nos últimos 15 dias, situação que provoca grandes enchentes à porta da agência. “Estamos aflitos e penalizados com esta situação, sem saber o que se está a passar, pois, até agora, não ouvimos nenhum esclarecimento”, desabafou.
Mawote Esperança, moradora do bairro Mbemba Ngango, que há 3 semanas, sem sucesso, tenta comprar uma botija de gás de 12 kg, diz que resolveu comprar um saco de carvão para confeccionar as refeições, o que há muito que não acontecia.
Para Alzira João, o gás butano é um produto de primeira necessidade, indispensável em qualquer família citadina, tornando-se assim um produto comparado à corrente eléctrica e água potável.
“Os responsáveis do sector devem garantir o fornecimento regular de gás, para não provocar rupturas no stock ou encarecimento no mercado. Estamos a percorrer grandes distâncias e a perder muito tempo em bichas intermináveis e no final nada, alguém precisa de resolver isso”, disse.Por outro lado, três mil professores do ensino primário, I e II ciclos do ensino secundário são necessários, para reforçar o sector da Educação na província do Uíge, informou, à Angop, o director provincial do sector, Manuel Zangala. Segundo o responsável da educação, dos três mil professores, 1.500 são do ensino primário, 1.000 para o primeiro ciclo e 500 para o segundo ciclo do ensino secundário.
Frisou que este ano o sector da Educação enquadrou 702 docentes, considerando ser um número insuficiente,  sendo 253 do ensino primário, 150 do primeiro ciclo e 299 do segundo ciclo do ensino secundário. Informou que, ainda este ano, o sector a nível da província enquadrou igualmente 296 trabalhadores, dos quais 30 técnicos médios de terceira classe, 10 motoristas, 178 auxiliares de limpeza e 78 operadores qualificados de segunda classe. A Direcção Provincial da Educação controla 13.981 professores, que labutam em seis mil salas de aula, com 519.725 alunos, do ensino primário e secundário.

Doação de sangue

Fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus no Uíge doaram, no sábado, 25 litros de sangue à hemoterapia do hospital provincial, para minimizar as dificuldades que aquela unidade vive.
O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus no Uíge, Adélio Jorge, disse que a doação do sangue é uma resposta aos frequentes apelos da unidade hospitalar, visando salvar a vida de doentes que acorrem ao hospital e que necessitam de transfusões. “É bíblico, o amor é dar,  por isso nós estamos aqui, para ajudar o hospital, doando o nosso sangue para salvar vidas de outros”, enfatizou.
Adélio Jorge disse que este gesto não foi o primeiro, pois os fiéis doaram, no ano transacto, sangue à maternidade do Hospital Geral do Uíge.

Tempo

Multimédia