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Programa no Uíge reduz analfabetos

Joaquim Júnior| Uíge

A Fundação Eduardo dos Santos (FESA) deu na segunda-feira início à primeira fase do seu programa de apoio ao Ensino de Adultos na província do Uíge, que consiste no pagamento de subsídios aos alfabetizadores seleccionados e na distribuição de material didáctico aos alfabetizandos.

O programa vai permitir que centenas de adultos interessados em aprender a ler e a escrever possam realizar esse desejo em várias fases
Fotografia: Eunice Suzana

A Fundação Eduardo dos Santos (FESA) deu na segunda-feira início à primeira fase do seu programa de apoio ao Ensino de Adultos na província do Uíge, que consiste no pagamento de subsídios aos alfabetizadores seleccionados e na distribuição de material didáctico aos alfabetizandos.
Nlando Francisco, curador da FESA no Uíge, disse que o objectivo é contribuir para a redução do número de analfabetos na província, tendo em conta que, nesta primeira fase, o programa vai permitir que centenas de adultos interessados em aprenderem a ler e a escrever possam realizar esse desejo em três meses de formação intensiva.
“Esta é a primeira fase do projecto que vai ter a duração de três meses, mas primeiro vamos obrigar os alfabetizadores a participarem num seminário de actualização, para que possam ter um bom desempenho durante o processo de formação”, disse.
A sociedade civil tem a obrigação, na perspectiva de Nlando Francisco, de dar o seu contributo em prol do desenvolvimento comunitário, através de grupos socialmente organizados em associações e Organizações Não-Governamentais. O curador da FESA avançou que, a nível nacional, a instituição continua a realizar actividades nos domínios da educação, desporto, cultura, saúde e investigação científica.
A organização, que possui representação na província do Uíge, desde 1998, tem apoiado em especial as populações mais carenciadas da província com bens diversos.
Dentro dos compromissos assumidos com a sociedade, disse, a FESA projecta a construção de uma escola de 12 salas e um posto médico no município do Negage.
A vice-governadora para o sector Político e Social, Maria Fernanda da Silva, que procedeu á abertura da campanha nacional da FESA, no Uíge, disse que a província tem aplicado, com eficiência e eficácia, o programa de alfabetização. “A província possui 566 alfabetizadores e 18.689 alfabetizandos, dados que demonstram claramente uma redução considerável dos níveis de analfabetismo na província”, afirmou.
 Maria Fernanda da Silva lembrou que, em 2002, existiam apenas 11.832 alfabetizandos e 146 alfabetizadores, mas com o impulso que o programa conheceu nos últimos tempos, a província regista melhorias consideráveis. A alfabetização é um direito consagrado na Constituição angolana e é tida como uma das principais prioridades do Executivo.

Analfabetismo


Maria Fernanda da Silva referiu que parte dos problemas sociais registados na província tem a ver com o baixo nível de escolaridade.
“Uma população devidamente escolarizada constitui um activo para qualquer Estado, por isso, todos são chamados a contribuir para a aceleração da alfabetização das populações se quisermos ultrapassar determinadas barreiras inerentes a alguns factores associados ao analfabetismo, como a violência doméstica, fuga à paternidade e alcoolismo”, sustentou.
A educação, na opinião da vice-governadora para o sector Político e Social, cria hábitos e costumes no comportamento e conduta de um indivíduo, que pode, desta forma, desenvolver conhecimentos.
Felicitou, ainda, a iniciativa da Fundação Eduardo dos Santos que tem adoptado filosofias de actuação nos domínios económico e social do país, cujo impacto tem sido positivo em prol do desenvolvimento da população. A cerimónia de abertura ficou marcada pela entrega de material didáctico, pela FESA, à secção do ensino de adultos da direcção provincial da educação.

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