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Província dispõe de armazém agrário

Walter Gomes | Uíge

O município do Negage, na província do Uíge, conta desde sábado com uma Estação de Desenvolvimento Agrário, equipada com meios técnicos para desenvolver a actividade agrícola na região.

Estação de Desenvolvimento Agrário do Negage vai formar técnicos e distribuir equipamento agrícolas aos camponeses da região
Fotografia: Mavitidi Mulaza |Uíge

Construída numa área com cerca de 400 metros quadrados, próxima da sede municipal do Negage, Estação de Desenvolvimento Agrário possui um armazém com capacidade para conservar mais de 25 mil toneladas de produtos alimentares diversos, um laboratório para testagem da fertilidade da terra, sementes e produtos alimentares, uma loja para a comercialização de produtos agrícolas e uma sala para a formação de técnicos agrícolas.
O governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, que procedeu à inauguração da instituição, disse que a Estação de Desenvolvimento Agrário pretende formar técnicos agrários, distribuição equipamentos agrícolas aos camponeses, armazenar e comercializar diversos produtos cultivados pelos agricultores e testar as plantas, a terra, as sementes e os alimentos.
A província do Uíge, referiu o governador da província, é por ex­celência agrícola, por isso, foram criadas condições para a produção interna.
Paulo Pombolo adiantou que a Estação Agrária foi aberta em momento oportuno, pois vai ser uma das principais fontes de pesquisas práticas para os alunos do Instituto Médio Agrário e da Universidade Kimpa Vita, além dos empregos que vai gerar.“Estamos a formar técnicos médios e superiores no ramo da agronomia e cremos que dentro de poucos anos vamos contar com centenas especialistas para oo sector da agricultura.”
O chefe da Estação Municipal de Desenvolvimento Agrário (EDA) no Negage, Pedro Alberto Pinto, referiu a grande utilidade da estação, visto que os camponeses estavam a necessitar de um lugar apropriado para conservar os seus produtos. A outra vantagem, disse, é a de facilitar a formação dos camponeses, tendo em conta que muitos deles têm dificuldade em dominar as técnicas mais adequadas com vista ao desenvolvimento rápido da agricultura.
“Vamos formar os líderes das associações agropecuárias e os pequenos agricultores em matéria de agricultura mecanizada e sobre os princípios básicos para o progresso da agricultura.”
O laboratório, disse Pedro Alberto Pinto, vai ajudar os agricultores da província e também os alunos do Instituto Médio Agrário do Negage e da Universidade Kimpa Vita, sobretudo os do curso de Agronomia, na investigação e realização das práticas agrárias. A estação vai ministrar cursos de “Mecânica”, “Mecanização da Agricultura”, “Transformação dos Solos” e “Princípios Fundamentais para a Produção Eficiente dos Alimentos”.
Cerca de dezassete mil agricultores desenvolvem as suas actividades agrícolas nas comunas, regedorias e aldeias do Negage integrados em 50 associações.
Para a presente época agrícola na comuna foram disponibilizados 250 hectares, dos quais 90 já foram trabalhados com a plantação de mandioca, banana, ginguba, batata-doce, milho, arroz e feijão.

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