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Província do Uíge eleva a qualidade do Ensino

António Capitão | Uíge

O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uíge começa este ano a dar a licenciatura em Educação para professores primários, do ensino especial e educadores de infância, revelou ao Jornal de Angola o seu director adjunto para a área académica.

Parte frontal da escola do Uíge que começa este ano a dar licenciaturas em educação para professores primários e do ensino especial
Fotografia: António Capitão | Uíge

Panado Alberto referiu que a inclusão dos novos cursos no leque de opções de formação do ISCED vem dar resposta às várias lamentações sobre a frágil qualidade do ensino no nível primário como consequência da falta de educadores de infância qualificados.
O director adjunto sublinhou que o curso para professores do ensino especial vai conferir-lhes maior capacitação, conhecimentos científicos e pedagógicos para essa franja de alunos com necessidades especiais, enquanto a formação de professores primários permite que nos próximos anos haja melhorias funcionais neste subsistema de ensino, dando aos alunos conhecimentos para o seu percurso no I e II ciclos do ensino secundário e na Universidade.
“Muitas vozes se levantaram nas conferências da educação realizadas recentemente manifestando insatisfação com a qualidade do ensino no nível primário e no I e II ciclo do ensino secundário na região”, disse Panado Alberto, referindo que a abertura dos novos cursos  na província do Uíge vem dar resposta a estas inquietações.
A formação de professores primários e educadores de infância garante às crianças uma formação básica sólida, que lhes permite ter sucesso noutros níveis de ensino e facilitar o trabalho dos professores. “Os estudos feitos mostram que a monodocência é a principal explicação para a fraca qualidade no ensino primário, já que muitos dos professores admitidos no sector da Educação não têm domínio suficiente de todas as disciplinas que fazem parte do plano curricular, da iniciação à sexta classe”, frisou Panado Alberto.
Os estudantes que se candidatarem aos cursos vão ser submetidos a duas provas de avaliação nas disciplinas de língua portuguesa e matemática, enquanto para outros apenas está reservado um único teste.
Para o presente ano académico, o ISCED tem disponíveis 1.150 vagas, sendo 750 para o período diurno e 400 no período pós-laboral. Cada curso tem uma quota de 50 vagas, número inferior ao ano lectivo anterior, quando estiveram disponíveis 1.350 lugares.
“Este ano muitas das áreas formativas não vão ter aulas pós-laborais e daí a redução do número de vagas”, explicou. As inscrições para os cursos do ISCED do Uíge começaram segunda-feira, com elevada afluência de jovens. Baquita Domba, 22 anos, que concorre pela segunda vez a uma vaga no curso de Pedagogia, disse que está mais determinada para entrar no ISCED. “Estou a preparar-me com muita determinação. Tenho fé que desta vez vou passar no teste de admissão e, assim, alcançar o sonho de me formar em pedagogia, para dar o meu contributo ao Programa Nacional de Formação de Quadros”, disse Baquita.
O Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge teve 5.635 alunos em 2013, número que este ano cresce para 6.785. Além de professores primários e do ensino especial, o estabelecimento escolar tem os cursos de Psicologia, Pedagogia, História, Matemática, Língua Portuguesa, Inglesa e Francesa, Química, Física, Geografia, Biologia e Filosofia.

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