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Província do Uíge tem novos hospitais municipais

António Capitão | Uíge

Novos hospitais municipais, centros e postos de saúde entram em funcionamento nos próximos tempos, na província do Uíge, a­nunciou o vice-governador para o sector técnico e infra-estruturas, Afonso Luviluku.

As obras das novas unidades sanitárias são executadas no âmbito do programa do Executivo de combate à pobreza nas comunidades
Fotografia: António Capitão | Uíge

As obras de quatro novos hospitais são executadas no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) e de Municipalização dos Serviços da Saúde. As Administrações Municipais estão igualmente mobilizadas para a materialização dos projectos.
O vice-governador adiantou que, neste momento, estão em construção os hospitais municipais de Cangola, Bembe, Quimbele e Maquela do Zombo, infra-estruturas que vão reforçar a capacidade funcional do sector da Saúde na província do Uíge.
Afonso Luviluku acrescentou que, nos municípios, as administrações locais estão a construir igualmente postos de saúde nas aldeias, centros nas sedes comunais e a garantir o fornecimento de medicamentos às unidades de saúde.
O vice-governador informou que o Executivo tem um plano de desenvolvimento para o país, até 2017, tendo salientado que, das acções projectadas, a construção de mais unidades sanitárias e a melhoria dos serviços de saúde estão definidas como prioridades. Com base nestes esforços, as populações do bairro Candombe Novo, na cidade do Uíge, já têm à disposição novos serviços materno-infantis. A unidade foi inaugurada por Afonso Luviluku, no quadro das comemorações do Dia da Independência Nacional, assinalado na passada segunda-feira.
A referida unidade sanitária tem 12 camas para internamento, consultórios médicos, farmácia, salas de partos, laboratório de análises clínicas, espaços para repouso dos enfermeiros, lavandaria, refeitório e lavabos.
O centro vai prestar serviços nas áreas de obstetrícia, ginecologia, vacinação, puericultura, consultas internas e externas, pediatria, assistência pré e pós-natal, entre outros serviços, cujo funcionamento vai ser assegurado por uma médica e 12 enfermeiros.
Afonso Luviluku disse que a abertura destes serviços na comunidade vai permitir que a população tenha assistência médica e medicamentosa mais próxima dos seus locais de residência.
O surgimento da unidade contribui igualmente para a redução das enchentes verificadas actualmente no Hospital Geral do Uíge e na maternidade da província.
“A transformação desta unidade sanitária em centro materno e infantil vai ajudar na prevenção e tratamento das crianças e das mulheres deste bairro, durante e depois da gravidez”, augurou o vice-governador Afonso Luviluku .
A chefe do centro materno infantil do bairro Candombe Novo, Cristina Queta, disse que na farmácia da unidade existem fármacos ­suficientes para o tratamento de mulheres e crianças, sobretudo as vacinas do calendário nacional de vacinação.
O centro tem capacidade para atender diariamente mais de 80 pacientes. “Para além da vacinação e de consultas de pediatria, uma das nossas principais actividades são as consultas pré-natais, como garantia de uma gravidez saudável”, disse.
Cristina Queta acrescentou que o centro  materno infantil dispõe de condições suficientes para responder positivamente às necessidades da população.

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