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Província necessita de milhares de professores

Valter Gomes | Uíge

Pelo menos, 998 trabalhadores, entre professores, pessoal administrativo, motoristas e auxiliares de limpeza são admitidos, nos próximos dias, no sector da Educação, na província do Uíge, anunciou ontem o director provincial do sector.

Número de professores a serem admitidos vai ajudar a minimizar a insuficiência de técnicos que se verifica em várias localidades da região
Fotografia: Edmundo Eucílio

Manuel Zangala disse que o processo de selecção, inscrições e recolha de processos individuais decorre desde segunda-feira e termina em Dezembro do ano em curso. O director provincial da Educação do Uíge avançou que o enquadramento de novos professores é a continuação do concurso público de ingresso ocorrido em 2014, suspenso por razões financeiras.
“O número de técnicos recrutados em 2014 será acrescido em mais 998 trabalhadores, entre professores e funcionários administrativos. Desta vez, a prioridade será para os técnicos superiores especializados em Ciências da Educação, enquanto os de nível médio vão ser considerados aqueles que concorreram em 2014”, esclareceu.
Manuel Zangala acredita que o número de professores a serem admitidos na província, para serem distribuídos pelos 16 municípios e 31 comunas que a compõem, vai ajudar a minimizar a insuficiência de técnicos que se verifica em várias localidades da região.
“Sabemos que o número ainda não será suficiente para corresponder com a demanda de alunos matriculados todos os anos nesta parcela do território nacional, uma vez que a província necessita, no mínimo, de três mil professores”, disse.
O responsável do sector da Educação no Uíge sublinhou que o governo local está preocupado com a falta de professores em várias localidades da província.
“Temos um número considerável de escolas e professores, mas os números não satisfazem a população estudantil, visto que, na medida em que cresce o número de habitantes na província, o número de alunos cresce significativamente. Daí a necessidade de continuarmos a trabalhar para o aumento do número de escolas e professores”, sustentou.
A província controla 1.241 escolas do ensino primário, enquanto as do I e II ciclo têm disponíveis 6.703 salas. No presente ano, foram matriculados 497 mil e 391 alunos, cuja formação é assegurada por 13.318 professores.

Destacado papel do professor


A vice-governadora para o Sector Político e Social do Uíge destacou, terça-feira, o papel do professor na formação das novas gerações e quadros que contribuem para o desenvolvimento do país, com vista ao bem-estar das famílias.
Maria Fernandes da Silva falava no acto provincial das comemorações do Dia do Educador, assinalado a 22 de Novembro, e disse que o professor é um componente importante na vida das comunidades, por ser um agente de desenvolvimento social. “Qualquer sociedade, para atingir um crescimento aceitável necessita de bons técnicos, sobretudo professores, que possam revolucionar o desenvolvimento intelectual dos alunos, uma vez que o professor é o elemento que possui a arte de ensinar, para enriquecer o intelecto do indivíduo, exercício que requer uma qualificação académica inquestionável, responsabilidade social e compromisso”, disse.
Maria da Silva sublinhou que ser professor é uma profissão nobre. “É o espelho de uma nação, cuja personalidade deve ser constituída por acções positivas, postura exemplar, saber fazer, saber estar e saber ser”, referiu.
Na opinião da governante, o Dia do Educador não deve ser comemorado apenas pelos professores e alunos, mas sim por todos aqueles que têm a incumbência de transmitir bons hábitos e costumes, como os pais, tios, entidades religiosas, autoridades tradicionais e pessoas singulares com capacidade e boa conduta social.
Pediu aos alunos para estudarem cada vez mais, para elevarem o nível académico e tecnológico, contribuindo desta forma para o desenvolvimento do país. “Exortamos a todos aqueles que desenvolvem práticas ou ideias negativas que perigam o desenvolvimento do ensino, para que abandonem tais manifestações, pois, são factores que atrasam o progresso da província”, apelou.

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