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Província regista aumento de pessoas alfabetizadas

Joaquim Júnior | Uíge

No Uíge, milhares de pessoas estão, desde 2002, inseridas no Programa Nacional de Alfabetização, o que tem permitido reduzir o índice de analfabetismo na região, disse a directora provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.

No Uíge, milhares de pessoas estão, desde 2002, inseridas no Programa Nacional de Alfabetização, o que tem permitido reduzir o índice de analfabetismo na região, disse a directora provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.
Ermelinda Samuel disse que, em 2002, altura que foi criado o programa, apenas estavam inscritos neste subsistema de ensino 11.832 alfabetizandos. Hoje, o número cresceu consideravelmente e mais jovens e adultosestão a aprender a ler e a escrever.
Este ano, há 21.078 pessoas a frequentar aulas de alfabetização em toda a província, nos módulos um, dois e três, cujo programa, financiado pela UNESCO, UNICEF, embaixada da Espanha em Angola e Agência Espanhola de Cooperação Internacional, é assegurado por 596 alfabetizadores.
“Grande parte dos alunos que já passou por este programa está inserida no sistema normal de ensino.
O programa visa ensinar a ler e escrever aos cidadãos até então considerados analfabetos.
“O projecto está a ter grande êxito, uma vez que o Governo da província, através do programa de combate à pobreza e parceiros sociais, está a prestar um grande contributo técnico, moral e logístico”.
A directora referiu que, para melhorar a qualidade do ensino neste subsistema, são realizadas anualmente acções formativas tendo em vista a superação pedagógica dos docentes, maioritariamente pertencentes às igrejas, Organizações Não Governamentais, Brigada Deolinda Rodrigues, Miazaza, Caritas, ADPP, FESA e ao Comando da Defesa Civil.
“Este ano realizámos dez seminários nos quais participaram 428 alfabetizadores, nos diversos módulos. Além destas formações realizadas, perspectivamos dar continuidade com a formação dos professores afectos ao programa de alfabetização e aceleração escolar”.
Ermelinda Samuel defendeu o enquadramento de mais alfabetizadores, com o objectivo de alargar o programa de alfabetização na maior parte das comunas, aldeias e bairros para que se consiga a redução do analfabetismo.

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