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Psicólogos comprometidos com a paz social

Joaquim Júnior| Uíge

O desenvolvimento de pesquisas científicas com resultados capazes de contribuir para a redução de conflitos socais e promover a paz institucional e humana   uma   aposta  da Ordem dos Psicólogos de Angola (OPA) na região norte, que compreende as províncias de Malanje, Cuanza Norte e Uíge, referiu ontem, na cidade do Uíge, o presidente regional da ordem.

Ordem dos Psicólogos de Angola na região norte fez ontem na cidade do Uíge a entrega de certificados aos novos membros
Fotografia: Mavitidi |Edições Novembro|Uíge

Dissengomoka Sebastião Alexandre, também docente universitário, manifestou esta intenção durante o acto de entrega de nove carteiras profissionais aos psicólogos formados nas instituições do Ensino Superior da região e que passaram a exercer, de forma oficial, estudos, consultas e aconselhamentos psicológicos.
“Uma  pessoa  formada em psicologia deve ser o menos conflituosa possível, deve ser portadora de menos comportamentos criticáveis possíveis ", referiu o docente, para quem o psicólogo deve ser um modelo.
Dissegomoka  Alexandre disse que os profissionais credenciados, além de actuarem na educação, estão capacitados para realizarem intervenções psicológicas, em diferentes âmbitos, sobretudo prestar auxílio aos dirigentes que enfrentam no seu quotidiano o incómodo social, com base nos modelos de consultas e avaliações psicológicas aprendidas. “O homem é conflituoso por natureza, exige muitas vezes as intervenções e as avaliações psicológicas aprendidas, aplicando os modelos e consultas psicológicas, que nos caracterizam como estudiosos do comportamento humano”, referiu Dissegomoka  Alexandre.
Sobre o ensino da psicologia, o professor universitário considera existirem ainda alguns atropelos por parte de alguns profissionais, que não demonstram competência no ensino da disciplina, e sublinhou ser uma luta que a ordem se compromete a desencadear.  O director-geral do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uíge, Domingos Kimpolo Zau, que assistiu ao acto, pediu aos recém-formados disciplina na  realização de pesquisas, para o bem das populações e para a dignificação da organização. Joaquim Lopes Mafwa, psicólogo profissional, que recebeu a carteira, assumiu o compromisso de realizar estudos com pendor científico, aplicando os métodos aprendidos.
“A responsabilidade que pesa sobre nós é enorme, o psicólogo, como engenheiro das almas, tem a missão de trabalhar com o povo, que é o grupo alvo, na regularização dos comportamentos desviantes”, disse a psicóloga Helena Leopoldina Cambango, que recebeu a sua carteira profissional.

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