Províncias

Quadros aperfeiçoam técnicas de gestão

Valter Gomes | Uíge

Técnicos das direcções provinciais de Energia e Águas do Uíge, Kwanza-Norte e Bengo participaram, entre os dias 9 e 11 deste mês, num seminário sobre a melhoria do processo de gestão da água nas comunidades rurais.

A formação vai ter reflexos positivos nas comunidades uma vez que os equipamentos necessitam de técnicos para a devida manutenção
Fotografia: Mavitidi Mulaza


A formação teve por objectivo contribuir para um melhor funcionamento da estratégia do Programa “Água para Todos” e permitir que os diversos fontanários e sistemas de abastecimento de água instalados nas comunidades tenham técnicos para a sua manutenção contínua em caso de avaria e melhorar a distribuição racional da água às comunidades.
O chefe do departamento provincial de Energia no Uíge, Panzo André, disse que o Executivo está preocupado com o débil fornecimento de água potável às populações.
Nos 11 anos de paz, referiu, o Governo Provincial construiu vários sistemas de abastecimento de água e, por isso, está apostado na formação dos técnicos do sector, dotando-os de ferramentas, técnicas e experiências para garantirem a higiene, manutenção e maior sustentabilidade dos equipamentos.
Panzo André garantiu que a formação vai surtir efeitos positivos nas diversas comunidades, visto que muitos equipamentos necessitam de técnicos para a devida manutenção.
Suzana Alfama, da direcção Nacional de Abastecimento de Água, disse que esta formação garante o reforço institucional para assegurar de maneira aceitável o fornecimento de água potável às comunidades, sobretudo no meio rural.
O projecto de formação de gestores de água, que teve início em 2010 e termina em Outubro deste ano, transmite conteúdos teóricos e práticos sobre Recursos Humanos, Água Rural e Qualidade da Água, explicou. “Pretendemos, com esse tipo de formação, apetrechar os técnicos que já trabalham nas administrações municipais, comunais e direcções provinciais de Energia e Águas, sobretudo os da área de mobilização social, para assegurarem o funcionamento dos diversos sistemas de abastecimento de água que estão a ser instalados nas comunidades”, disse.
A água, acrescentou, é um bem indispensável à vida e, por isso, deve estar presente em quantidade e qualidade onde o homem habita.
 A chefe do departamento Nacional de Controlo da Qualidade da Água e Ambiente do Ministério de Energia e Águas, Odete Trigo, explicou que o modelo de gestão descentralizada da água a ser utilizado pelos técnicos nas comunidades visa garantir o acesso do produto aos locais de residência, dando uma resposta adequada à estratégia do Programa “Água para Todos”. Esta formação dos técnicos, garantiu, é um factor determinante para aumentar a eficiência dos sistemas e a responsabilidade dos intervenientes sociais, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da capacidade local em relação às questões de o­peração e manutenção dos sistemas de a­bastecimento de água, instalados nas comunidades. Os técnicos formados vão, também, formar outros nas respectivas áreas de jurisdição. Durante a formação, orientada por formadores portugueses, os técnicos abordaram matérias sobre “A Contextualização do Sector de Água e Saneamento”, “Gestão Comunitária da Água”, “Organização do Modelo de Gestão de Água no Meio Rural e Suburbano”, “Princípios da Gestão Descentralizada ao Nível mais Baixo e Apropriado”.
Foram ainda debatidos a questões como a “Recuperação de Custos e Estabelecimento de Parcerias entre a Administração Comunal, Municipal e a Direcção Provincial de Águas”, “Actores Envolvidos na Gestão da Água e seu Papel”, “Sustentabilidade do Modelo de Gestão de Água”, entre outros temas.
No final, os técnicos receberam certificados de participação, mas, antes, exibiram peças de teatro sobre a forma como vão actuar no terreno, métodos de advocacia, experiências para superação de avarias, mobilização das comunidades sobre a conservação dos fontanários e outros sistemas de a­bas­tecimento de água.

Tempo

Multimédia