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Queijo e iogurtes na aldeia Quiputo

António Capitão| Bungo

Uma fábrica de lacticínios está a ser instalada na aldeia Quiputo, município do Bungo, para nos próximos dois anos produzir leite, queijo e iogurtes, visando a melhoria da dieta alimentar da população.

A fábrica de material de construção vai dar nova dinâmica às obras de impacto social em execução em comunidades da província
Fotografia: Mavitidi Mulaza| Uíge

De acordo com o estudo de viabilidade económica, a fábrica vai produzir 50 mil litros de leite por dia, o que corresponde a 18,5 milhões de litros por ano, além de quantidades consideráveis de queijo, iogurte e outros produtos derivados do leite.
O governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, que efectuou uma visita às obras de construção da fábrica, destacou as valências do empreendimento na região e apoiou a iniciativa da AgriPekus, empresa proprietária do projecto.
Além de garantir alimentação diária à população, Paulo Pombolo reconheceu que a fábrica de lacticínios do Bungo vai também garantir emprego à juventude e contribuir para o desenvolvimento da região, além de servir de fonte de arrecadação de receitas para os cofres do Estado. “É um projecto que vai trazer um valor acrescentado à província e contribuir significativamente para o processo de diversificação da economia do país, melhorando também as condições de vida de muitas famílias”, referiu.
Paulo Pombolo destacou ainda a importância do projecto, no âmbito do programa de responsabilidade social, que passa pela construção de escolas e postos de saúde.
O director-geral da AgriPekus, Ricardo Costa, disse que foi criado um campo, onde foram plantadas variedades de capim destinadas ao pasto.
Na primeira fase vão ser criadas 13 fazendas, num espaço de seis mil hectares, dos quais dez vão ser de grande dimensão e três de média, onde vão ser criadas duas mil vacas leiteiras.
“A execução do projecto regista um ligeiro atraso devido à questões relacionadas com a titularidade dos terrenos”, disse Ricardo Costa, confirmando que só recentemente é que foi possível dar início às actividades que têm a ver com a criação do campo de ensaios.
Ricardo Costa garantiu que logo que este período termine e os resultados das pastagens forem positivos vai ser concretizado efectivamente o projecto e arrancar com a unidade industrial nos próximos dois anos. Quanto ao capim para as pastagensm, explicou que foram plantadas diversas variedades provenientes de países com condições climáticas parecidas com as de Angola, aguardando-se apenas pela comprovação de qual delas vai comportar-se melhor em termos de riqueza alimentar e energética para o gado.

Material de construção

Na aldeia Quisseque Bendo, no município do Puri, Paulo Pombolo visitou outra unidade fabril de produção de materiais de construção. A fábrica, um investimento das Organizações Salala, produz materiais necessários à construção de infra-estruturas integradas. A fábrica conta com uma máquina para produzir 2.500 blocos diários, seis mil pedras para calçadas, 65 manilhas, 1.112 peças para lancis e mais de duas mil caixas de visita do saneamento básico.
“As cidades e vilas estão a ser requalificadas e o material necessário para estas empreitadas vem maioritariamente de outros pontos do país e do exterior. Esta unidade fabril vem reforçar a capacidade de produção interna de materiais de construção para a província e facilitar a vida dos empreiteiros”, disse o responsável da unidade fabril, Danilo de Barros.

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