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Ravina ameaça engolir escola

Milton Eduardo|Uíge

Uma ravina com cerca de oito metros de comprimento e cinco de largura, que surgiu em consequência das fortes chuvas que caem insistentemente sobre o município do Uíge, pode engolir, nos próximos tempos, o edifício do Instituto Médio de Administração e Gestão (IMAG), construído de raiz, na localidade de Quituma, há cerca de dois anos.

Instituto Médio de Administração e Gestão do Uíge corre sério risco devido à progressão da ravina
Fotografia: Manuel Distinto

Uma ravina com cerca de oito metros de comprimento e cinco de largura, que surgiu em consequência das fortes chuvas que caem insistentemente sobre o município do Uíge, pode engolir, nos próximos tempos, o edifício do Instituto Médio de Administração e Gestão (IMAG), construído de raiz, na localidade de Quituma, há cerca de dois anos.
O director do IMAG, Joaquim Fernandes, manifestou-se preocupado com o rápido desenvolvimento da ravina que ameaça destruir a escola. “Estamos preocupados com esta situação, porque pode causar o desabamento desta infra-estrutura, que tem a responsabilidade de proporcionar formação técnica e profissional a centenas de jovens”.
A direcção da escola realizou uma campanha para estancar a ravina, uma acção que contou com a participação dos estudantes da instituição. Na actividade, plantou-se bambus no local, mas não teve sucesso, uma vez que as águas das fortes chuvas arrastaram as plantas.
Neste momento, Joaquim Fernandes solicita o apoio das estruturas competentes para que, num curto espaço de tempo, a situação possa ser ultrapassada. “Para que se faça uma intervenção de estancamento mais segura é preciso despesas avultadas e nós não temos possibilidades para o efeito”.
No bairro Camone a situação é mais grave, pois existe uma ravina que ocupa uma área com cerca de 15 metros de comprimento e dez de largura, que ameaça engolir sete residências que se encontram à sua volta.“Esta ravina está a pôr em perigo as nossas casas, mas nós não temos para onde ir, por isso continuamos aqui”, disse Timóteo Paulo, que para além de ser um dos ocupantes de uma das residências em risco, é também o soba adjunto do Camone, um bairro que surgiu há cerca de cinco anos, no município do Uíge.
O soba adjunto do Camone solicita a intervenção do governo provincial para a atribuição de terrenos em zonas mais seguras, o que permitia abandonar a zona.
Timóteo Paulo disse que o governo tem ajudado as pessoas que vivem em situações precárias e em risco de vida, por isso avança que a população local aguarda pela reacção das instituições competentes para a criação de condições a favor dos moradores do bairro Camone, que residem em zonas de risco, evitando que haja danos humanos.
“Pedimos ao governo para ajudar esta população que está em perigo, evitando que haja mortes neste bairro e nós acreditamos que este dia vai chegar, porque o Executivo já atendeu muita gente que se encontrava nestas condições”,disse.

Inundações no Capote

No Capote também se ouvem gritos de socorro. O bairro ficou inundado em consequência das chuvas que caem com grande intensidade na localidade, onde dezenas de famílias, que residem em áreas consideradas de risco, viram as suas casas destruídas.
O jovem Zito, morador no Capote há mais de 15 anos, disse que, apesar de habitar numa zona perigosa, não tem escolhas, porque não sabe para onde se transferir para se livrar da situação, que considera melindrosa.O morador recorda que Capote foi sempre considerado como reserva do Estado, proibia-se a construção anárquica naquela parcela territorial do município do Uíge, mas por causa das dificuldades de terrenos para habitação, o povo foi construindo ali até transformá-lo num bairro, mesmo com as condições precárias ali existentes.

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