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Reclusos no município do Negage clamam por melhores condições

Joaquim Júnior | Negage

Os 660 reclusos encarcerados na cadeia do Kindoqui, localizada no município de Negage, a 39 quilómetros ao nordeste da capital da província do Uíge, clamam por melhores condições, informou o coordenador da população penal local, Pedro Camato.

Penitenciária de Kindoqui alberga mais de 600 presos
Fotografia: Eunice Suzana |Edições Novembro

O preso, que falava à margem de uma visita efectuada pelo governador provincial do Uíge, Pinda Simão, disse que a população penal do Kindoqui carece de tudo um pouco, desde alimentação, medicamentos, material para aulas práticas dos cursos técnicos até  gás de cozinha e água canalizada.
“Neste estabelecimento prisional falta quase tudo, não há fármacos no posto médico e a viatura de apoio aos trabalhos internos está em mau estado. Existe uma cozinha equipada com material moderno, que não funciona por falta de abastecimento de gás.
Não há material para aulas práticas no centro de formação profissional, sobretudo no curso de electricidade”, sublinhou. Pedro Camato esclarecendo ainda que a única viatura do estabelecimento, que apoia os trabalhos internos dos funcionários e reclusos, só funciona aos empurrões, o que tem dificultado o normal funcionamento da cadeia.
“Se queremos diminuir os índices de delinquência, o governo deve apoiar a reeducação dos jovens que vivem em cárceres, para que não saiam com os mesmos comportamentos”, disse.
O governador provincial fez a entrega de bens alimentares (feijão, arroz, massa alimentar, açúcar, farinha de milho, óleo vegetal e sal), bem como detergentes.
Pinda Simão entregou igualmente medicamentos e material gastável, para minimizar as carências que o estabelecimento enfrenta, garantindo a resolução paulatina de todas as dificuldades vividas naquela casa de reeducação, na medida em que a situação financeira  se for restabelecendo.

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