Províncias

Rede de distribuição beneficia de obras

Mais de 600 mil pessoas vão ter acesso à água potável na província do Uíje, após a conclusão de acções que o Executivo leva a cabo no domínio da construção de sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água potável na região, revelou ontem à Angop, o director provincial de Energia e Águas.

Mais de 600 mil pessoas vão ter acesso à água potável na província do Uíje, após a conclusão de acções que o Executivo leva a cabo no domínio da construção de sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água potável na região, revelou ontem à Angop, o director provincial de Energia e Águas.
Eduardo André disse que a rede de distribuição de água potável à cidade do Uíge vai receber, em breve, obras de requalificação para permitir também o estabelecimento de ligações domiciliárias.
O sistema de Loe, para captação, tratamento e distribuição de água à cidade do Uíge, está em pleno funcionamento, com uma capacidade de bombagem de 14 mil metros cúbicos por dia.
O responsável referiu que o único problema é o estado obsoleto da rede de distribuição de 150 quilómetros, que abastece água a mais de 53 mil habitantes da parte urbana e periferia da cidade do Uíge. “Estamos a fazer um esforços  para ultrapassarmos a situação, substituindo a antiga rede de distribuição”, disse.
Eduardo André precisou que 10 das 16 sedes municipais já têm a água canalizada, faltando as sedes municipais da Damba, com acções numa fase conclusiva, e Bungo, Milunga, Kimbele e Maquela do Zombo, cujas obras já passaram por concurso, no quadro do programa “Água para todos”.
“Os concursos foram feitos e este mês começam as obras”, disse. Outros 52 sistemas de abastecimento de água foram construídos em 12 comunas e povoações, fornecendo a água a mais de 392 mil consumidores.
Em construção estão 11 outros sistemas que, após concluídos, vão elevar para 600 mil o número de consumidores directos de água potável, a partir das redes de distribuição, na província.
Eduardo André afirmou não existirem grandes problemas quanto ao fornecimento de electricidade, que está assegurado pela barragem de Capanda, com uma oferta de 12 megawats para Uíge, 12 para Negage, oito para Maquela do Zombo, e reservados outros 24 para as minas de Mavoio.
As outras sedes municipais recebem energia eléctrica de fontes alternativas (grupos geradores), numa potência operacional de 1000 Kv. “Neste momento, estamos preocupados com as sedes comunais que não têm essa alternativa instalada. Está em execução um projecto para a instalação de 600 postes com painéis solares”, sublinhou. A província tem ainda em construção uma mini-hídrica, a de Lukixe II, que vai colmatar o défice provocado pela avaria na barragem hidroeléctrica de Lukixe.

Tempo

Multimédia