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Reparação da via encurta as viagens

José Bule| Uíge

Sábado, nove horas da manhã, Tubias Fernando lava a sua velha viatura. O jovem automobilista não está preocupado com a distância que separa a cidade do Uíge e Ambuíla. Por isso, não tem pressa de viajar para aquela localidade municipal, onde pretende visitar a família e amigos.

Vista parcial da vila de Quitexe onde estão a ser reabilitadas infra-estruturas
Fotografia: José Bule| Uíge

Sábado, nove horas da manhã, Tubias Fernando lava a sua velha viatura. O jovem automobilista não está preocupado com a distância que separa a cidade do Uíge e Ambuíla. Por isso, não tem pressa de viajar para aquela localidade municipal, onde pretende visitar a família e amigos.
A estrada oferece actualmente boas condições de circulação, diferente dos outros anos em que se gastavam mais de quatro horas, por causa dos muitos buracos que existiam. Hoje, o tempo de viagem depende somente da velocidade que cada automobilista emprega, como reconheceu.
Tubias Fernando tem viajado muitas vezes para Ambuíla, passando pelo município do Quitexe. Por esta via, a uma velocidade máxima de 80 quilómetros/hora, faz normalmente o trajecto em cerca de hora e meia.
"A estrada está muito boa, mas é necessário que se tenha muito cuidado, porque ela está convidativa a grandes velocidades, por isso todo o cuidado é pouco", aconselhou.
O troço da cidade do Uíge ao desvio do Quitexe tem 36 quilómetros asfaltados. Até Ambuíla são mais 76 quilómetros com algumas dificuldades, uma vez que as obras de reabilitação desta via, iniciadas em 2008, paralisaram, há quase dois anos, devido à crise económica e financeira mundial, que afectou também o país.
A administradora municipal de Ambuíla, Elisa Mafuta, disse que a estrada Quitexe-Ambuíla já garante boas condições de circulação e encurtou a distância que separava a localidade e a sede capital da província do Uíge.
A responsável municipal manifestou preocupação pelo estado de algumas pontes ao longo da via. Segundo Elisa Mafuta, esta questão não fazia parte do contrato efectuado com a empreiteira que realizou as obras.
Mas, neste momento, há negociações para a reabilitação das pontes que ainda carecem de intervenção.
O director provincial das Obras Públicas, Hélio Vicente, afirmou que a estrada Quitexe-Ambuíla foi executada dentro dos padrões e das normas vigentes no país.
A construtora fez a limpeza do terreno, o alargamento das faixas de rodagem, o reperfilamento da via em toda a sua extensão e a aplicação de solos melhorados de carácter latrítico.
Dadas as boas condições da via, o director da empreiteira Kissari, no Uíge, Abel Sebastião, aconselhou os automobilistas a terem cautela porque, na estação seca, a poeira e reduz a visibilidade.
Através de acções realizadas no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural foi possível executar várias obras, que estão a mudar a vida das populações de Ambuíla. A administradora Elisa Mafuta revelou que estão a ser construídas escolas e sistemas de abastecimento de água potável e procede-se à instalação de uma rede de energia eléctrica.
Neste âmbito, foram construídas duas escolas de seis salas, uma na sede municipal e outra na aldeia Bela Vista. Na povoação da Maianga está a ser instalado um sistema de captação e abastecimento de água potável e procede-se à instalação da rede eléctrica.
Neste momento, estão a ser colocados os postos de iluminação pública e procede-se à instalação de dois grupos geradores, com uma capacidade unitária de 250 KVA. Este projecto vai abranger 10 mil beneficiários.

Educação e saúde

Neste momento, o sector da educação conta com 336 professores e o número pode ser reforçado com outros 100 técnicos, nos próximos dias, quando os candidatos que participaram no último concurso público receberem as suas guias de admissão.
A administradora municipal de Ambuíla manifestou preocupação com a situação das crianças que se encontram fora do sistema normal de ensino e de outras que estudam debaixo de árvores e ao relento. "Mas estamos a desenvolver várias acções que vão minimizar a situação", garantiu.
Em relação ao sector da saúde, Elisa Mafuta revelou que o centro médico local está a receber obras de ampliação. A rede sanitária do município de Ambuíla é constituída por mais de uma dezena de postos de saúde, entre unidades estatais e privadas, além do centro médico municipal. As autoridades estão a envidar esforços para aumentar o número de médicos especializados nas áreas de pediatria, ginecologia e medicina geral, além de enfermeiros.

Comuna isolada

As populações da comuna de Quipedro são obrigadas a caminhar cerca de 100 quilómetros até à sede municipal de Ambuíla. Há mais de três décadas que as viaturas não circulam naquela via, devido ao elevado estado de degradação.
Sobre a situação, Elisa Mafuta salientou que esta é a principal "batata quente" da sua  administração. Por isso, os responsáveis locais perspectivam a reabilitação urgente da via que liga a sede municipal de Ambuíla à comuna de Quipedro.
As autoridades estão a analisar as propostas dos empreiteiros, para as obras terem início a médio prazo, permitindo que as populações voltem a circular sem constrangimentos.

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