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Roulotes e barracas retiradas da via pública

Joaquim Júnior|Uíge

A Administração Municipal do Uíge está a proceder à remoção de casebres, roulotes e barracas, e a combater a venda ambulante ao longo das principais vias da cidade, uma medida que visa pôr fim a uma série de situações que degradam a imagem da cidade.

Autoridades administrativas querem organizar a actividade comercial e pôr fim ao comércio ambulante para dar outra imagem à cidade
Fotografia: Eunice Suzana| Uíge

O administrador municipal, Altamiro Benjamim, que falava à margem da sessão extraordinária do Conselho Provincial de Auscultação e Concertação Social, orientado pelo governador Paulo Pombolo, disse que a cidade do Uíge está a conhecer uma degradação acentuada, resultante da proliferação de roulotes, barracas, casebres e comércio ilegal na via pública.
Altamiro Benjamim disse que os estabelecimentos, para além de deturparem a imagem da cidade, são mentores da fuga ao fisco, de negócios ilegais (venda de drogas), o que contribuiu negativamente para o aumento da criminalidade, prostituição e violação sexual de menores.
O administrador referiu que a cidade do Uíge, em tempos idos, foi uma grande urbe, mas algumas práticas têm degradado a cada dia que passa o perfil que se pretende devolver à capital da província, principalmente pelo surgimento em locais inadequados de serviços mercantis.
Altamiro Benjamim disse que as autoridades estão a mobilizar as populações, com recurso às autoridades tradicionais, igrejas, comissões de moradores e ao Conselho Provincial da Juventude, no sentido de levar a mensagem da conservação e tratamento da imagem da cidade.
O responsável da administração salientou que a medida não impede a realização de negócios, mas sim a sua organização. “Empreendedorismo não é uma actividade que se faz de qualquer maneira e à margem da lei, isso não vamos permitir", advertiu Altamiro Benjamim.
O administrador municipal do Uíge informou que todos os indivíduos interessados em promover negócios na urbe devem comparecer na administração municipal, para aí serem orientados sobre as regras que devem cumprir no exercício da sua actividade comercial.  Quanto à venda ambulante, o administrador Altamiro Benjamim apontou a Rotunda do Songo e as ruas por trás do mercado municipal e a de acesso ao aeroporto do Uíge como os pontos mais críticos em termos de concentração dos vendedores. Este tipo de comércio a céu aberto tem graves consequências para a ordem pública, uma vez que os seus praticantes desafiam os veículos nestes troços, ocupando cerca de 70 por cento das faixas de rodagem, durante as vendas, referiu o administrador municipal do Uíge.
Ricardo Garcia, proprietário de um salão de beleza feito de material metálico, na Rua do Comércio, Bairro Caquia, já foi notificado por fiscais da administração municipal, para retirar a estrutura, mas até agora ainda não o fez.
Para ele, a decisão da administração é positiva, por se tratar de uma medida que visa o ordenamento da actividade comercial, mas defendeu a necessidade de se compensar os prejuízos que possam advir de tal posição administrativa.
"Há muitos motivos para se destruir as barracas, sobretudo as roulotes, por serem locais promotores do uso abusivo de álcool e de delinquência, mas também não se pode esquecer que muitos jovens são desempregados e procuram ali o seu ganha-pão”, referiu.
O administrador municipaldo Uíge  revelou ainda existirem dois mercados, um construído de raiz, no Bairro Quindenuco, e outro de material artesanal, em Paco e Benze.
Estes espaços comerciais encontram-se praticamente às moscas, por os vendedores se negarem a ir para lá, alegando demasiada distância e falta de transporte, acrescentou o administrador  Altamiro Benjamim.

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