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Sanza Pombo precisa de mais médicos para evitar a transferência de doentes

Valter Gomes| Uíge

O sector da Saúde no Sanza Pombo, com mais de 103 mil habitantes, necessita de seis médicos especializados e de 50 enfermeiros para melhorar o atendimento à população, disse, ao Jornal de Angola, o chefe da repartição municipal.

Região conta apenas com três médicos
Fotografia: Jornal de Angola

O sector da Saúde no Sanza Pombo, com mais de 103 mil habitantes, necessita de seis médicos especializados e de 50 enfermeiros para melhorar o atendimento à população, disse, ao Jornal de Angola, o chefe da repartição municipal.
Congo Cristóvão afirmou que isso ajudava a resolver os casos que, que pela sua gravidade, são transferidos para Hospital Provincial do Uíge. O sector, referiu, funciona apenas com três médicos, especializados em cirurgia, medicina geral e pediatria, e 54 enfermeiros, contratados e efectivos, colocados em cinco centros e 12 postos.
A repartição municipal, declarou, em colaboração com a administração local, pretende, ainda este ano, reforçar o sector, com a construção de 17 novas unidades sanitárias, principalmente na comuna do Wamba, na localidade de Quimariamba, nas regedorias e nas aldeias com mais população.


Milhares de casos de malária


As doenças mais frequentes no município, sobretudo entre crianças com menos de 10 anos, são as diarreicas e respiratórias agudas, a malária e as infecções da pele.
No primeiro trimestre deste ano, disse Congo Cristóvão, a repartição municipal de Saúde registou 4.816 casos de malária, que resultaram em 22 mortes, a maioria de crianças com menos de 5 anos.
O médico afirmou que, em relação a igual período anterior, houve menos dois mil casos de paludismo graças às acções preventivas, como palestras sobre a forma de se evitar a doença, distribuição de mosquiteiros impregnados, combate aos charcos, derrube de árvores perto das casas e construção de latrinas nas comunidades. Por outro lado, o coordenador provincial do Programa de Luta Anti-Vectorial no Uíge salientou a importância do combate à malária, por ser um problema de saúde pública, ter a participação de todos.
Jorge Alberto disse que o cumprimento das medidas de prevenção deve merecer mais atenção, principalmente nas zonas rurais, onde há charcos e lagoas de água estagnada, demasiadas árvores junto às casas e falta de latrinas.
 Em Maio de 2009, lembrou, foi criado um programa de luta anti vectorial, que tem desenvolvido medidas de combate às larvas reproduzidas nas lagoas de água estagnada e nos montes de lixo.
No Uíge, o programa é desenvolvido em dez municípios, com um técnico em cada um deles, para tornar mais eficaz o combate à reprodução de mosquitos.
O chefe de departamento provincial da saúde pública do Uíge disse que, apesar da região registar, nos últimos dias, menos casos de malária, a situação não é das melhores.
Santos Couve sublinhou a importância de se reforçarem as estratégias de controlo e de combate do paludismo e de se evitarem a auto medicação e a compra de medicamentos em locais inapropriados, como os mercados informais.

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