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Sector quer docentes com mais competência

Joaquim Júnior | Uíge

O sector da Educação no Uíge vai continuar a trabalhar na selecção de professores que apresentem novas competências pedagógicas ou capazes de melhorar os conteúdos elaborados para o ensino de determinadas disciplinas, nas escolas do ensino geral da província, garantiu o director da instituição.

Defendida a necessidade de trabalhar para que se possa traçar o perfil do professor
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Manuel Zangala, que falava no encerramento da VI edição de graduação do colectivo 2012/2014 de professores da escola da ADPP do Negage, defendeu que o professor deve ser um agente da promoção de valores, capaz de apoiar de forma activa e sustentada os programas de desenvolvimento comunitário, que elevam o bem-estar social das populações.
O director da Educação disse que há toda a necessidade de se trabalhar para que se possa traçar um perfil de novas competências, tendo em conta as reformas em curso no país. Para tal, acrescentou que os candidatos a professores, independentemente da sua formação pedagógica, também estão sujeitos a enfrentar provas de avaliação nos concursos públicos de ingresso no sector.
Deste modo, apelou aos recém-formados no sentido de continuarem a reforçar as suas competências instrutivas se quiserem entrar no funcionalismo público e disse que o Executivo está apostado no combate ao analfabetismo em todas as localidades, cujas repercussões políticas e económicas deste mal podem traduzir-se na exclusão dos cidadãos no exercício dos seus direitos.
“Portanto, é neste sentido que o Governo Provincial está engajado na construção e reabilitação de mais salas de aulas em toda a região, para reduzir o número de crianças fora do sistema de ensino”, disse.
O director da Escola de Professores do Futuro da ADPP/Negage, Mpaca Garcia João, afirmou que a instituição vai continuar a trabalhar na formação de professores para o ensino primário, para combater as insuficiências vividas em muitas escolas do interior, que possuem professores sem qualquer treino pedagógico.
“Aqui instruímos que o ponto de partida do ensino deve ser a criança e não o assunto, nem o tema ou a tradição. Isso coloca o professor numa situação onde é requerido o conhecimento do mundo da criança não só na escola, mas também em casa e no campo de jogos, com colegas, através de estágios curriculares realizados nas zonas rurais”, referiu.
Esperança Gabriel, professora recém-formada, solicitou maior facilitação dos critérios de acesso ao emprego, para reduzir o índice de jovens formados que se encontram no desemprego.
Um total de 95 professores concluiu o ciclo de formação 2012/2014 na ADPP/Negage. A Escola de Professores do Futuro lançou os primeiros finalistas em 2007. Até ao momento a instituição formou 541 professores com conhecimentos e competências que podem contribuir para o desenvolvimento das comunidades rurais.

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