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Serviços de Saúde mais reforçados

António Capitão | Uíge

O sector da Saúde na localidade do Sanguí, a cerca de 14 quilómetros da cidade do Uíge, foi reforçado com um posto médico, aberto ontem ao público, no quadro das comemorações do Dia do Herói Nacional. 

Famílias camponesas da localidade do Sanguí receberam instrumentos de trabalho para desenvolverem a actividade agrícola
Fotografia: Mavitidi Mulaza | Uíge

A unidade sanitária, construída e apetrechada com equipamentos de ponta, no âmbito do Programa de Municipalização dos Serviços de Saúde, dispõe de consultório médico, salas de internamento, de repouso, farmácia e uma área para acomodar pacientes.
O administrador municipal do Uíge, Altamiro Benjamim, disse que o posto médico na aldeia Sanguí surge para dar resposta as várias endemias que se registam na região e, ao mesmo tempo, melhorar a assistência sanitária aos habitantes.
No âmbito do Programa Municipalizado de Saúde, a Administração Municipal está a desenvolver acções que permitam colocar os serviços sanitários mais próximo das populações, evitando que a população percorra longas distâncias em busca destes serviços.
O soba da aldeia Sanguí, André Afonso, afirmou que acções do género vão resolver grande parte dos problemas prementes que a população enfrenta, como escolas, postos médicos e reabilitação de estradas.
 A falta de água potável e energia eléctrica  na circunscrição são dos grandes problemas de momento, daí a autoridade tradicional ter solicitado da Administração Municipal do Uíge a construção de um sistema de captação. A produção de fuba de bombó implica a instalação de uma moagem para ajudar as mulheres da localidade.

Apoio aos camponeses />
Ainda no âmbito das comemorações do Dia do Fundador da Nação, a Administração Municipal do Uíge entregou instrumentos agrícolas, como enxadas, catanas, machados e limas às associações de camponeses das aldeias Camancoco, Cambila, Calumbo, Quinzangui, Cavunga e Terra Nova. Uma moagem de fuba de bombó para as populações da aldeia Quiôngua foi também entregue, além de terem sido distribuídos 125 hectares de terras cultivadas para os camponeses.
O administrador Altamiro Benjamim disse que com a entrega de meios pretende-se revitalizar a produção agrícola no município sede da província e contribuir para o alcance dos objectivos do programa do Executivo, de modo a reduzir a pobreza das populações, sobretudo do meio rural.  O presidente da Associação de Camponeses da Aldeia Quiôngua, José Francisco, que recebeu os meios em nome da comunidade, destacou as acções desenvolvidas pela Administração Municipal na construção de infra-estruturas sociais e na criação de políticas e programas que visam a melhoria das condições de vida dos habitantes do município.
Os instrumentos agrícolas e as parcelas de terras lavradas vão contribuir para o aumento da produção agrícola na região.  A Associação de Camponeses do Quiôngua é integrada por 240 associados, que produzem mandioca, batata-doce e rena, ginguba, banana, feijão, milho, café e outros produtos.

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