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Sinistrados das chuvas recebem apoio

Joaquim Júnior | Songo

Mais de 200 famílias afectadas pelas chuvas nas localidades de Quimalalo, Cambala, Quimacuna, Quiteca, Quitala-Ntângua e Quimatsi, no município do Songo, podem voltar a cobrir as suas casas, depois de terem recebido algumas quantidades de  chapas de zinco, para o efeito.

Centenas de famílias do município do Songo já podem voltar a cobrir as suas moradias parcialmente destruídas pelas chuvas
Fotografia: Joaquim Júnior - Uíge | Edições Novembro

Os bens foram entregues ontem pela Administração Municipal do Songo, no quadro das acções que visam minimizar as consequências das enxurradas, que caíram sobre aquela região da província do Uíge, nos últimos dias.
A aldeia Quimalalo, regedoria de Mbanza Luanda, foi a localidade mais afectada pelos efeitos negativos das chuvas, com o registo de 17 casas desmoronadas, deixando ao relento dezenas de pessoas, destruição parcial de uma escola e do centro cívico comunitário.
Por esse motivo, a administradora municipal do Songo, Adelina Pinto, escolheu o local para proceder à entrega oficial de 500 folhas de chapas distribuídas aos sinistrados. Adelina Pinto disse que a entrega do material serviu de resposta ao grito de socorro lançado pelas famílias que perderam os seus haveres.
A administradora municipal do Songo aproveitou a ocasião para aconselhar a população, no sentido de substituir os paus que utilizam na construção das casas para suportar as chapas de zinco por barrotes ou tubos de ferro.
“Os paus que utilizam estão a deteriorar-se facilmente, por não apresentarem estrutura física capaz de suportar a força dos ventos e da água das chuvas que se abatem insistentemente sobre o nosso município”, alertou a responsável, para quem é necessário que se façam trabalhos de arborização nas zonas descampadas da região.
O regedor da localidade de Mbanza Luanda considerou o apoio da administração oportuno, tendo em conta que vai ajudar a suprimir uma das principais dificuldades da população afectada.
Pinto Alexandre revelou que no município do Songo cada folha de chapa de zinco chega a custar até quatro mil kwanzas, valores que, segundo ele, pesam muito no bolso do munícipe, constituído maioritariamente por camponeses. O regedor aproveitou para apelar às autoridades a criarem condições que possibilitem ultrapassar os problemas que os camponeses enfrentam no capítulo do escoamento dos produtos, principalmente por falta de centros comerciais e de transportes.

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