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Sistema de Saúde reforça prevenção

Valter Gomes | Uíge

O município do Uíge ganhou ontem uma nova maternidade, devidamente apetrechada com equipamentos modernos e de qualidade, no âmbito do programa do Governo Provincial que visa a melhoria dos serviços de assistência médica e medicamentosa à população.

Nova unidade de saúde vai ajudar no descongestionamento do fluxo de parturientes que se concentravam nos centros materno infantis
Fotografia: Filipe Botelho | Uíge

A unidade sanitária, inaugurada pelo secretário de Estado da Saúde, Luís Gomes Sambo, foi construída num período de 18 meses. Numa primeira fase, o funcionamento da nova maternidade é assegurado por seis médicos e 85 técnicos de enfermagem.
A maternidade, localizada num espaço de cerca de 500 metros quadrados entre o Hospital Central do Huíla e as futuras instalações da Universidade Católica, no bairro Dunga, tem capacidade para 80 camas e 25 berços para os recém-nascidos, um bloco com salas de pré-parto, de parto de pós-parto, puerpério e serviços de neonatologia.
A infra-estrutura dispõe de serviços de apoio médico, farmácia, área de recepção, bancos de sangue e de urgência com internamento, laboratório de analises clínicas, serviços de radiologia, ecografia, bloco operatório com sala pré-cirúrgica e pós-operatório, sala de trabalho e de esterilização.
Na área de internamento estão reservadas salas de sepsia, internamento de casos de alto risco obstétricos e ginecológicos. Outros serviços como consultas externas, pré-natal, planeamento familiar e vacinação vão facilitar o atendimento humanizado às mulheres grávidas que se deslocarem aquela unidade de Saúde.
A nova unidade de Saúde vai ajudar no descongestionamento do fluxo de parturientes que se concentravam nos dois centros maternos infantis do município do Uíge e na Maternidade do Hospital Central.
Luis Gomes Sambo disse que a maternidade está à altura das necessidades da população e oferece condições adequadas para atender sobretudo as mulheres grávidas. “É mais uma realização do Executivo em relação a execução do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário, que se concretiza com a inauguração desta maternidade bem apetrechada com equipamentos modernos e adequados à prestação de serviços de ginecologia, obstetrícia e neonatologia, afim de prevenir a mortalidade materna e neonatal.”
O secretário de Estado aconselhou os técnicos de Saúde e as utentes no sentido de conservarem  o património que o Governo colocou à sua disposição, para que se maximizem os resultados positivos em termos de Saúde na província. “A Saúde  começa em casa e na comunidade. Mas, a maternidade ou o hospital têm um papel muito importante sobretudo em situações críticas, por isso aconselhamos as mulheres a fazerem o parto nos hospitais autorizados e com condições aceitáveis para o efeito.” Luis Gomes Sambo saudou os profissionais de Saúde por ocasião do 25 de Setembro, Dia do Trabalhador da Saúde, e recomendou-lhes que continuem a trabalhar com zelo e dedicação, pautando a sua conduta pela deontologia profissional e humanismo.

Formação de técnicos

O governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, solicitou ao Ministério da Saúde apoios na formação de quadros de Saúde para a região, sobretudo de médicos especialistas que possam assegurar o bom manuseamento dos equipamentos que estão sendo colocados nas unidades sanitárias e proporcionar melhores serviços de Saúde as populações locais.
O Governo Provincial está a erguer novas infra-estruturas sanitárias em todas as localidades municipais, instituições que podem necessitar brevemente de técnicos capacitados e qualificados para o seu bom funcionamento, disse Paulo Pombolo, que acrescentou que o mesmo exercício com vista a melhoria dos serviços de Saúde está a ser feito nos demais municípios da província. “Dentro de poucos dias novas unidades sanitárias entraram em funcionamento para melhorar o funcionamento do sector.”
A directora provincial da Saúde do Uíge, Luísa Cambuta, manifestou-se satisfeita por ver melhoradas as condições de atendimento às mulheres, considerando que a infra-estrutura fazia muita falta, devido à procura da população existente na sede do município.
“Antigamente, o único recurso eram os centros materno-infantis e a maternidade provincial. Mas, agora, estamos aliviados e já podemos aqui mesmo realizar qualquer tipo de parto sem constrangimentos, se tivermos em conta os equipamentos de que a unidade dispõe”, concluiu Luísa Cambuta.

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