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Solicitada reabilitação da ponte do Lulovo

Valter Gomes | Negage

Autoridades tradicionais do município do Negage, na província do Uíge, solicitam a reabilitação urgente da ponte sobre o rio Lulovo, na comuna do Dimuca, para melhorar a circulação de pessoas e bens, bem como facilitar as trocas comerciais com a população de algumas localidades da província de Malanje.

Circulação rodovária é feita com deficiência o que dificulta as trocas comerciais
Fotografia: Arimateia Baptista|Edições Novvembro

A ponte, que se encontra degradada há décadas, localiza-se a 17 quilómetros da comuna do Dimuca e a 40 da sede municipal do Negage e ligava o último município à província de Malanje, passando por Cangola.
O presidente da Associação das Autoridades Tradicionais do Negage, Bernardo Paulo Kanga, afirmou que actualmente a população atravessa o rio por uma ponte construída com troncos de árvores, que não oferece segurança para a circulação de viaturas.
“As dificuldades são enormes. Quando as chuvas caem, o rio transborda, os troncos desaparecem na profundidade das águas e ninguém atravessa de um lado para outro. Por isso, queremos uma intervenção urgente, para facilitar a circulação de pessoas e bens”, disse.
Bernardo Kanga acrescentou que grande parte da população da comuna do Dimuca realiza actividades agrícolas nas margens do rio Lulovo, onde o terreno é fértil para a produção de alimentos diversos. “Muitos produtos apodrecem nas lavras, porque a ponte não oferece boas condições para a travessia de viaturas.” Os agricultores do Dimuca produzem mandioca, banana, milho, amendoim, feijão, batata-doce, hortícolas e outros produtos alimentares. O presidente da Associação das Autoridades Tradicionais do Negage defendeu também a necessidade de melhorar-se as condições de circulação na via que liga a sede municipal ao Dimuca.
Bernardo Kanga, que é também regedor na comuna do Dimuca, realçou que se forem melhoradas as condições de circulação para a localidade, a população local poderá contribuir para o desenvolvimento da província, através da produção agrícola. A autoridade tradicional do Negage apelou aos habitantes do município no sentido de preservarem melhor os bens públicos, sobretudo aqueles que foram construídos nos últimos 15 anos de paz. “Queremos que haja unidade e maior participação activa nas tarefas do Governo, para que o município continue a ganhar novas infra-estruturas sociais e económicas”, disse.
Apontou a construção de novas infra-estruturas sociais, com destaque para escolas, sistemas de água potável, extensão da rede de energia eléctrica da barragem de Capanda, centros e postos de saúde, reabilitação das vias de acesso e a instalação de pequenas unidades fabris.
Com uma população estimada em mais de 150 mil habitantes, o município do Negage localiza-se a 40 quilómetros da cidade do Uíge e subdivide-se em duas comunas (Quisseque e Dimuca), 81 aldeias e 25 regedorias, cuja população está estimada em mais de 150 mil habitantes.

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