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Uíge conta com mais enfermeiros formados localmente

Milton Eduardo | Uíge

A província do Uíge conta, desde sexta-feira, com 107 novos enfermeiros, formados no IMS – Instituto Médio de Saúde local.

A vice-governadora fez a entrega de certificados aos finalistas
Fotografia: Manuel Distino | Uíge

A província do Uíge conta, desde sexta-feira, com 107 novos enfermeiros, formados no IMS – Instituto Médio de Saúde local.
Mateus Lopes, director do IMS do Uíge, disse, na cerimónia de graduação de finalistas à categoria de técnicos médios de saúde, que os recém-formados vão contribuir na redução do défice de enfermeiros que se verifica na região.
 Esta é a quarta promoção de graduação de finalistas à categoria de técnicos médios de saúde, numa altura em que o IMS do Uíge se compromete em continuar a formar quadros capacitados e disponíveis para salvarem vidas humanas.
O IMS preparou para o mercado de trabalho, desde a sua instalação, em 2003, mais de 300 enfermeiros, muitos dos quais asseguram o funcionamento do sector em diferentes localidades da província e noutros pontos do país.
 O IMS do Uíge, afirmou Mateus Lopes, está apostado na diferenciação de especialidades:
 “Nos próximos dois anos, a instituição está em condições de lançar os primeiros técnicos médios de raio X e de análises clínicas, formados na província”. 
Os novos técnicos de saúde, referiu, têm a grande responsabilidade de elevar o nível ético, humano e profissional, no atendimento das populações porque “os medicamentos não fazem efeito quando estão a ser dados à pessoas que estão mortas, moral e   espiritualmente, pelo próprio profissional de saúde”.
 “O problema do trabalhador de saúde não deve ser simplesmente a doença, mas também o homem na sua vertente psicossocial, pois é aí onde os valores morais têm sido degradados”.
 
Requalificação do hospital

O director do IMS disse que a formação de técnicos de saúde, com qualidade, depende também da requalificação da maior unidade sanitária da província e dos centros existentes na periferia, tendo em conta que é nesses espaços que os estudantes completam a formação, com a realização de estágios curriculares. A enfermeira recém-formada, Mankenda Capololo, afirmou que o seu estágio ficou marcado por muitas dificuldades. “A maioria das unidades sanitárias da província não oferecem condições adequadas para a realização de determinados trabalhos de enfermagem”,disse acrescentando:“Apesar disso, não cruzei os braços, venci uma importante batalha na minha vida”.
 “Espero que mais jovens sigam esta profissão, apesar das situações que a tornam difícil durante o período de formação. Estou satisfeito. É um dever cumprido. Agora, estou pronto para trabalhar e a aplicar aquilo que aprendi ao longo dos quatro anos”, afirmou Jorge Bernardo, outro finalista.
 
Prioridades do Governo

A vice-governadora para o sector político e social, Maria da Silva e Silva, que presidiu à cerimónia de encerramento, frisou que “a saúde é o segundo direito consagrado universalmente” e que, “por isso deve ser encarada como prioridade da política social, principalmente no contexto nacional, próprio de um país empenhado num processo de recuperação e reconstrução nacional, fazendo face a grandes desafios sociais”. Sem depender da sua capacidade       económica, continuou, todos os angolanos têm o direito à saúde e à assistência médica e medicamentosa, além de merecerem um tratamento humanista.
O Estado, disse, tem-se esforçado para garantir a existência e eficácia de um serviço público nacional de saúde, descentralizado e preocupado em dar atenção primária e gratuita às populações mais carenciadas ou de baixo rendimento.  “O Executivo tem criado Programas Integrados de Desenvolvimento, como o de combate à fome e à pobreza, redução da mortalidade materno infantil e infanto-juvenil”.

 Enfermeiros humildes

Maria da Silva e Silva prometeu que o governo da província vai continuar a envidar esforços para a formação permanente de quadros e para melhorar as infra-estruturas, transformando os hospitais e os centros e postos de saúde em lugares dignos para receber pacientes.
Aos novos quadros, pediu o maior empenho e determinação no exercício da profissão. “O enfermeiro é o defensor da saúde do povo, a enfermagem é uma profissão importante porque se direcciona no salvamento de vidas humanas”, lembrou, salientando: “Por isso, a vossa actividade, enquanto enfermeiros, deve ser pautada pela humildade, paciência, vontade de fazer e profissionalismo acima de tudo”.“Espero que sempre que estiverem em actividade tenham presente o juramento que acabaram de fazer”, concluiu.

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