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Uíge necessita de mais professores

Joaquim Júnior | Uíge

A província do Uíge precisa de mais três mil professores para as lacunas existentes nas zonas rurais e melhorar o processo do ensino e aprendizagem, principalmente nas localidades que fazem fronteira com a República Democrática do Congo, segundo a vice-governadora para o sector político e social, Maria da Silva.

Défice de quadros da Educação faz com que muitas crianças fiquem fora do sistema de ensino
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

“A falta de professores nas comunas, regedorias e aldeias da província do Uíge pode afectar o normal funcionamento do sector da Educação e o cumprimento das metas do Executivo em acabar com o analfabetismo no país e reduzir o número de crianças fora do sistema normal de ensino”, disse a vice-governadora durante o acto provincial de abertura do ano lectivo 2015, que decorreu no município de Milunga.
O défice de quadros do sector da Educação em certas localidades tem feito com que muitas crianças em idade escolar fiquem fora do sistema normal de ensino, enquanto outras têm de atravessar a fronteira para estudar na República Democrática do Congo.
“Estamos conscientes que a província precisa de mais professores, sobretudo nas regiões rurais, que apresentam um défice estimado em três mil professores. No último concurso público apenas foram apurados 521 novos docentes, número bastante exíguo para cobrir as vagas necessárias, mas ainda assim acreditamos que este número vai permitir minimizar a carência existente”, acrescentou.
A vice-governadora garantiu que o Governo Provincial, em colaboração com o Ministério da Educação, está a trabalhar no sentido de ser aumentada a quota de ingresso de novos professores nos próximos concursos públicos, na actualização das categorias dos docentes, atribuição de subsídios de isolamento e chefia, factores que podem concorrer para a melhoria do sector da Educação.
Maria Fernandes da Silva pediu aos inspectores escolares maior zelo e dedicação no exercício das suas actividade, para melhor auxiliarem as acções programadas pelo sector da Educação, denunciando os professore e gestores prevaricadores. O Governo Provincial está a construir mais infra-estruturas escolares para melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem. Na província existem 1.201 escolas, das quais 1.139 do ensino primário, 46  do I ciclo, 26 do ensino secundário e cinco institutos médios e técnicos profissionais,  que vão permitir absorver neste ano lectivo 553.147 alunos. As aulas são ministradas por 14.545 professores.
O director provincial da Educação, Manuel Zangala, disse que está a ser feito um levantamento dos professores com menos tempos lectivos, com vista a gerir-se racionalmente os recursos humanos existentes e encontrar uma solução para garantir que os alunos dos municípios, comunas e aldeias fronteiriças que estudam na República Democrática do Congo possam ser formados no território nacional.

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