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Uíge tem menor taxa de infecções do VIH/Sida

António Capitão | Uíge

A taxa de infecções de VIH/Sida na província do Uíge registou uma baixa de 0,3 por cento, afirmou  a directora Provincial da Saúde. 

Defendida o reforço das acções de aconselhamento principalmente de muito dos jovens que têm uma vida sexual irresponsável
Fotografia: Filipe Botelho | Uíge

Luísa Cambuta, que falava no encerramento do seminário dirigido aos profissionais do sector que trabalham para o Programa Provincial de Luta Contra a Sida, admitiu que a redução de infectados no Uíge resulta dos esforços do Governo Provincial e do empenhos dos técnicos de saúde.
“Os resultados alcançados devem servir de reflexão a todos, embora os estudos tenham sido feitos apenas nos municípios do Uíge e Negage. Angola consta dos 22 países do mundo prioritários nas Nações Unidas para o combate e aceleração do tratamento do VIH/SIDA”, disse.
Luísa Cambuta afirmou que as acções desenvolvidas pelas autoridades sanitárias da província permitem que 95 por cento dos seropositivos residentes na província tenham  facilidade no tratamento, e as mulheres grávidas beneficiem do corte de transmissão vertical para que os filhos nasçam sem a doença.
Nos últimos anos foram intensificadas as acções de sensibilização e aconselhamento da população, sobretudo os jovens, a­lém de terem sido garantidos apoios em medicamentos para os seropositivos.

Humanização dos serviços

A directora da Saúde do Uíge defendeu melhorias na assistência médica e medicamentosa dos pacientes portadores do vírus do Sida, a humanização dos serviços para que não surjam novas infecções, mortes e estigma no seio dos seropositivos.
A coordenadora do Plano Nacional de Aceleração da Resposta à Sida em Angola, Ana Sangongo, disse que a luta contra o vírus, a estigmatização e diminuição de casos de mortes por VIH/Sida constituem algumas das prioridades definidas pelo Executivo que pretende sair da lista dos países com maior nível de infecção da doença. A sociedade e as autoridades comunitárias devem reforçar as acções de sensibilização e aconselhamento da população, principalmente dos jovens que têm optado por uma vida sexual irresponsável, para continuarem a descer os níveis de infecção no país.
Os técnicos que participaram na acção formativa, promovida pelo Instituto Nacional de Luta contra o Sida, abordaram temas como “História da Sida no mundo e em Angola”,  “conceito das ITS/VIH/Sida”, “formas de contaminação e sua suspensão”, “pre­venção e transmissão vertical” e outros conteúdos.

Grupos técnicos


Os participantes no encontro de concertação sobre a importância do Plano de Aceleração de Resposta Nacional ao VIH/Sida defenderam a necessidade de reactivação dos grupos técnicos, com vista a atingir os resultados almejados pelo Governo neste domínio. O encontro concluiu igualmente pela necessidade de conjugação de esforços que permita  a participação activa dos parceiros e membros do grupo.
“A ANASO e o Ponto Focal do Instituto Nacional de Luta contra o Sida e as Grandes Endemias devem apresentar, no próximo dia 11, o plano provincial de aceleração, visando a tomada de consciência e responsabilização dos seus membros em actividades”, foi outra das recomendações saídas do encontro.
A presidente da Associação de Luta contra o VIH/Sida, Inês Gaspar, disse que o objectivo do Plano de Aceleração consiste na eliminação de novas infecções em crianças, garantindo o tratamento em tempo oportuno das pessoas infectadas. Participaram no encontro representantes das direcções da Saúde, Educação, Família e Mulher, Juventude e Desportos, Forças Armadas, Polícia Nacional e membros de organizações da sociedade civil.

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