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Uíge tem vagas para professores

António Capitão | Uíge

A província do Uíge precisa no próximo ano lectivo de mais 776 professores do ensino primário ao segundo ciclo, disse segunda-feira, ao Jornal de Angola, a directora provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.

Autoridades envidam esforços para que todas as crianças aprendam a ler no âmbito do programa de combate ao analfabetismo
Fotografia: Filipe Botelho| Uíge

A província do Uíge precisa no próximo ano lectivo de mais 776 professores do ensino primário ao segundo ciclo, disse segunda-feira, ao Jornal de Angola, a directora provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.
Ermelinda Samuel afirmou ser importante a admissão daqueles professores, pois há comunas onde se sente bastante a sua falta, como são os casos do Cuilo Futa, Béu e Sancadica, no município de Maquela do Zombo, Alto Zaza, Kwango e Icoca, no Quimbele.
Também há falta de professores, referiu Ermelinda Samuel, na comuna de Cambamba, município do Quitexe, Quipedro, em Ambuíla, Massau e Macocola, no Milunga, e Nsosso e Lêmbua, na Damba.
A directora provincial revelou que há 1.224 vagas e que a província tem 14.604 professores.

Novas escolas


A construção de infra-estruturas para a formação de técnicos médios especializados em várias áreas, disse a directora da Educação, permitiu alargar o conjunto de opções de escolha dos jovens que ingressam no ensino médio.
Na província, salientou, estão a ser formados gestores agrónomos, mecânicos, electricistas, técnicos informáticos e de construção civil, professores, enfermeiros e outros profissionais, que vão contribuir decisivamente para a reconstrução e desenvolvimento do Uíge, em particular, e do país, em geral.
Desde a conquista da paz em 2002, referiu, centenas de salas de foram construídas na província, no âmbito dos programas de Investimentos Públicos e de Combate à Pobreza e Desenvolvimento Rural.
A construção, no município do Uíge, dos Instituto Médio Agrário do Negage, de Administração e Gestão na localidade do Quituma e do Instituto Politécnico Manuel Quarta Punza, complexos escolares 17 de Setembro e a ampliação da escola 107, disse, são exemplos do que tem sido feito em prol dos habitantes da província.
O sector na província, recordou, tem1.154 escolas, com um total de 4.782 salas, que asseguram o processo de ensino e aprendizagem da iniciação à 13ª classe.
Pelo menos 1.l84 salas, garantiu Ermelinda Samuel , estão disponíveis para o ensino primário.
”Em 2011 havia 316 mil alunos e este ano foi possível matricular mais 22.937”, regozijou-se, mas acrescentou que “o número ainda não satisfaz as necessidades, pois há ainda muitas crianças fora do sistema de ensino e outras a estudar em condições precárias”.
Ermelinda Samuel afirmou que quinzenalmente chegam à região mais de 30 toneladas de material escolar diverso que é distribuído gratuitamente aos alunos.
Esta situação, disse, que tem facilitado a transmissão dos conteúdos por parte dos professores e melhorado o processo de ensino e aprendizagem.

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