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Universidade Kimpa Vita constrói jardim botânico

António Capitão| Uíge

Especialistas alemães iniciaram as acções de estruturação de um jardim botânico no bairro Quilomosso, próximo do espaço onde está a ser erguido o edifício da Escola Superior Politécnica da Universidade Kimpa Vita, a cinco quilómetros da cidade do Uíge.
Christoph Neinhuis, director do Instituto de Botânica da Universidade Técnica de Dresden, disse que a criação do jardim botânico vai permitir, numa primeira fase, efectuar estudos, agrupar e preservar milhares de espécies num espaço de mais de 100 hectares.

Criação do jardim botânico vai permitir efectuar estudos e preservar múltiplas espécies num espaço de milhares de hectares
Fotografia: António Capitão| Uíge

Especialistas alemães iniciaram as acções de estruturação de um jardim botânico no bairro Quilomosso, próximo do espaço onde está a ser erguido o edifício da Escola Superior Politécnica da Universidade Kimpa Vita, a cinco quilómetros da cidade do Uíge.
Christoph Neinhuis, director do Instituto de Botânica da Universidade Técnica de Dresden, disse que a criação do jardim botânico vai permitir, numa primeira fase, efectuar estudos, agrupar e preservar milhares de espécies num espaço de mais de 100 hectares.
“A criação deste espaço vai permitir que comecemos a descobrir muitas plantas e animais existentes na biodiversidade angolana que até agora são desconhecidas. Com as pesquisas que vamos efectuar na fauna local, vamos levar estes saberes aos terapeutas locais com vista à utilização correcta das plantas”, referiu.
O reitor da Universidade Kimpa Vita, Carlos Diacanamua, destacou a importância da criação do jardim botânico e reconheceu que é uma tarefa difícil, sobretudo em relação ao processo de descoberta e agrupamento de diferentes espécies florestais, marinhas e animais.
“A biodiversidade apresenta até agora um campo fértil de investigação. A criação do jardim botânico é um facto inédito para a Universidade Kimpa Vita e para o país, tendo em conta que pretendemos transformá-lo num espaço de investigação para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, aos quais também solicitamos que sejam desenvolvidas acções de formação de quadros para o sector da Educação”, referiu.

Maior divulgação

A vice-governadora para o sector Político e Social, Maria Fernando da Silva, esclareceu que descobrir plantas ou voltar a plantá-las contribui para um clima salutar, admitindo que se todos nos esforçarmos na realização de acções que visam a redução da desmatação e a degradação das florestas, “podemos ajudar a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa”.
Uma estruturação perfeita de projectos relacionados à biodiversidade pode, disse a vice-governadora, promover o desenvolvimento socioeconómico das comunidades e proporcionar melhorias no modo de vida das populações, através da diversificação da agricultura, protecção dos solos, de recursos hídricos, na criação de novos empregos e no uso e venda dos recursos florestais.
A Universidade Kimpa Vita realiza de 13 a 15 deste mês de Março, no Uíge, as suas jornadas científicas subordinadas ao tema “O papel das cooperativas e energias sustentáveis na redução da pobreza”, em alusão à abertura do ano académico em curso no país.
Os debates científicos visam contribuir para a divulgação e aplicação de métodos de produção e soluções tecnológicas e ecologicamente equilibradas para a protecção do ambiente, despertar as comunidades, em particular, e a sociedade, em geral, sobre a importância das cooperativas no desenvolvimento e na redução da pobreza em Angola.
As jornadas científicas têm ainda como objectivo de  promover a participação das comunidades, sobretudo a estudantil na execução das políticas do Executivo que visam combater a pobreza, incentivando as populações para uma actuação responsável como parte integrante da política socioeconómica e ambiental no país, sobretudo nas circunscrições geográficas da Sétima Região Académica, que compreende as províncias do Uíge e Kwanza-Norte.

Comunicações científicas

Os trabalhos temáticos apresentados vão ser classificados de acordo com os conteúdos, alcance dos objectivos, técnicas de apresentação, inovação e criatividade do tema em questão.
Segundo o regulamento das jornadas científicas da Universidade Kimpa Vita, os trabalhos apresentados pelos candidatos devem obedecer à descrição de um título, nome do autor e co-autor, introdução, justificativa, objectivos, metodologias, resultados e palavras-chave.
As jornadas científicas da Universidade Kimpa Vita têm a participação de docentes universitários e do ensino médio, membros do Governo Provincial, gestores de empresas públicas e privadas, membros da sociedade civil e especialistas estrangeiros.

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