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Universidade promove jornadas científicas

António Capitão | Uíge

A Escola Superior Politécnica do Uíge (ESPU), da Universidade Kimpa Vita realiza, no próximo dia 10, as II Jornadas Científicas Estudantis, com o objectivo de elevar o conhecimento técnico-científico dos profissionais de enfermagem e garantir melhorias significativas nos serviços de assistência aos doentes.

Encontro aborda o papel da enfermagem
Fotografia: Mavitidi Mulaza | uíge

A coordenadora do curso de enfermagem da ESPU, Ana Maria Silva, disse que com as  jornadas científicas pretende-se aumentar o nível científico e técnico dos estudantes do curso de enfermagem na província.
Para os estudantes do primeiro ano, as jornadas vão incidir na discussão dos trabalhos a efectuar nas comunidades e sobre como vão se comportar nos locais de trabalho.
Os do segundo ano vão analisar as diferentes investigações feitas em diversas disciplinas ministradas a estes, com maior realce para as questões médico-cirúrgicas. Já para os do terceiro ano, as jornadas vão priorizar a abordagem de assuntos relacionados com a ginecologia, pediatria, desastres e fenómenos psicológicos.
A coordenadora do curso de enfermagem da ESPU, da Universidade Kimpa Vita, Ana Maria Silva, disse que vários especialistas do sector da Saúde vão transmitir conhecimentos e habilidades sobre urgências médicas aos estudantes do quarto ano.
Durante as jornadas, estão previstas 62 abordagens técnico-científicas, quatro das quais vão ser apresentadas em conferências públicas e as restantes apresentações individualizadas em cada ano de ensino do curso superior de enfermagem.
Os  docentes, estudantes e outros participantes vão falar sobre “O ensino da medicina”, “O ébola como ameaça mundial”, “O abuso no consumo de drogas”, “A hipertensão arterial e seu diagnóstico”, e sobre “O embaraço ectópico como problema de saúde reprodutiva em mulheres com idade fértil.
No encontro também vão ser  abordados “O desenvolvimento da enfermaria nos municípios”, “A gestação na adolescência”, “Vigilância epidemiológica”, “Ca­racterização psicológica de pacientes com tuberculose pulmonar”, “Enfermidades nosocomial”, “Asma bronquial”, “O papel das parteiras nos serviços de saúde”, entre outros temas.
A coordenadora do curso de enfermagem da ESPU, Ana Maria Silva, destacou a necessidade dos participantes a conferência debaterem sobre o vírus do ébola, por tratar-se de um problema actual e mundial, obrigando todos os técnicos de saúde a estarem bem preparados e prevenidos para evitar que a epidemia se instale no nosso país, além de apostarem fortemente na realização de campanhas de sensibilização da população.
“A actividade fundamental para a prevenção do ébola é conhecer as vias de transmissão do vírus, que são os fluidos corporais, as vias respiratórias, o contacto sexual com doente infectado. E a população deve saber que não deve manusear os cadáveres de pessoas infectadas para realizarem os funerais”, alertou.
Ana Maria Silva lembrou que a pessoa sujeita ao contacto directo com um doente ou cadáver por ébola deve ter a cabeça coberta, usar óculos apropriados, ter a boca e o nariz vendados, vestir duas batas plásticas, calçar luvas e botas de borracha para evitar o contágio.

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