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Venda de recargas nas ruas é prejudicial

Joaquim Júnior |Uíge

O número cada vez maior de vendedores ambulantes de chips e cartões de recarga de telemóveis na cidade do Uíge é prejudicial aos consumidores, disse  a directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC).

Operadoras nacionais são chamadas a controlar melhor o fornecimento de chips e recargas que são vendidos no mercado de rua
Fotografia: Mavitidi Mulaza|Uíge

Paulina Semedo, que esteve no Uíge no âmbito das visitas aos núcleos provinciais da instituição, afirmou que os responsáveis das operadoras devem ajudar no controlo de venda dos seus produtos que não deve ser feita em locais impróprios
 Os prestadores de serviços das duas operadoras angolanas, referiu, devem controlar melhor o fornecimento de chips e de recargas ao público e aos vendedores autorizados para conterem a inflacção.
Nos supermercados, os técnicos do INADEC verificaram a afixação dos preços nos produtos, os prazos de validade e de garantia dados ao consumidor, bem como as condições de conservação e higiene.No Nosso Super, declarou, chamamos atenção para a importância de haver um controlo da praga que afecta grãos e cereais e das datas de caducidade dos produtos, sobretudo enchidos, serem respeitados e afixados.
A questão da garantia dada aos clientes na venda de determinados artigos foi verificada numa loja de electrodomésticos e na de uma das operadoras de telemóveis.
Ângela Bernadete, responsável de uma das lojas visitadas pelos técnicos do INADEC, disse ter ficado satisfeita com as recomendações que lhe foram feitas e que visitas do género deviam ser realizadas com mais frequência.
“Dávamos a garantia de apenas 15 dias para reclamações,  mas fomos aconselhados a alargar o prazo para os consumidores terem mais confiança em nós”, afirmou.

Consumidor


Paulina Semedo realçou a importância dos consumidores conhecerem melhor os direitos que têm, prestar mais atenção ao que compram e de colocarem questões antes de fazerem uma compra.  “Os que fazem compras pela Internet, por exemplo, devem obter antes informações sobre  riscos e benefícios dos produtos.”, preveniu. Os que adquirem um frigorífico, televisor, seja o que for, devem exigir prazos para apresentação de reclamações”, aconselhou.
A directora geral do INADEC referiu que o nível de conhecimento que os consumidores angolanos têm sobre os duireitos que os assistem não é ainda o ideal, mas já é considerável.
Paulina Semedo anunciou que o INADEC vai reforçar os núcleos provinciais com meios humanos, financeiros e materiais para facilitar a identificação de irregularidades a nível do comércio e melhorar os esclarecimentos aos consumidores.

Controlo de qualidade

O chefe do departamento do INADEC no Uíge defendeu a instalação de um laboratório para controlo da qualidade dos produtos comercializados na província.
Matos Sozinho disse ser igualmente necessário aumentar o número quadros na instituição, maior fiscalização da actividade comercial na fronteira entre Angola e a República Democrática do Congo e a criação de representações do INADEC nas sedes municipais para melhorar a actuação da instituição na província.

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