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Vendedores ambulantes com melhores condições

Joaquim Júnior | Uíge

Os vendedores ambulantes da cidade do Uíge têm um espaço próprio no bairro Candombe Velho, onde estão a ser criadas as condições para o funcionamento de um novo mercado.

A decisão foi tornada pública no final da terceira reunião ordinária do Conselho de Auscultação e Concertação Social do município do Uíge, orientada pelo administrador Altamiro Benjamim.
A medida surge para conferir dignidade aos vendedores ambulantes, pois a venda na rua representa um risco para a vida dos vendedores.
Os vendedores que actuam nas ruas Comandante Bula, 1º de Agosto, Ultramar e do Comércio e na Rotunda do Songo são os primeiros contemplados, por estarem nos pontos mais críticos.
O chefe da secção dos Serviços Comunitários e Fiscalização da Administração do Uíge, Manuel Estêvão, explicou que os vendedores da Rotunda do Songo, que invade o asfalto para vender os seus produtos de forma muito arriscada, têm outras opções como os mercados da Feira, do Paco e do Benzi, onde existem espaços suficientes e seguros para o exercício da actividade comercial. Manuel Estêvão referiu-se ao mercado do Quindenuco, na via entre o Uíge e Dange Quitexe, devidamente construído e que dispõe de vários serviços para o exercício de vendas.
“Os vendedores não aceitam ir para lá, situação que revela   desobediência”, deplorou.
Na reunião, os participantes manifestaram-se  preocupados com a proliferação de barracas e casebres   nas artérias da cidade, por isso encorajaram os serviços comunitários e de fiscalização da Administração Municipal do Uíge a  implementarem medidas severas para acabarem com essa prática.

Recolha do lixo

A situação do saneamento básico no município do Uíge foi considerada “regular” pelos participantes no Conselho de Auscultação e Concertação Social, e foi recomendado o reforço da implementação de  campanhas de limpeza e embelezamento.
Manuel Estêvão disse que o processo de recolha de lixo na cidade cumpre com os critérios estabelecidos, apesar do comportamento menos digno de alguns munícipes.
“Muitas mães mandam as crianças deitar o lixo. Estas não conseguem depositar os resíduos sólidos nos  contentores e deixam cair tudo no chão”, disse o chefe da secção dos serviços comunitários e fiscalização da Administração Municipal.

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