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Uíge aposta na produção da cultura de milho e soja

Joaquim Júnior | Negage

A fazenda Barragem do Manso, no Uíge, está apostar na reforço da produção do milho e de soja em grande escala, avançou ontem, na cidade do Negage, o gestor comercial da referida instituição, Waldemar Pucuta.

Fazenda Barragem do Manso está apostada no redorço da produção de cereais em grande escala
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Anteriormente designado por Agricultava e depois Girangola, o projecto ligado ao Ministério de Agricultura foi instalado, em Agosto de 2012, na aldeia de Dala, município do Negage, passou a ser gerido pelo grupo empresarial Soanorte para impulsionar o sector agropecuário da região.
O gestor avançou que, na presente campanha agrícola, a fazenda já colheu mais 1.500.000 sacos de milho, num espaço de 300 hectares lavrados e 400 toneladas de soja em 200 hectares semeados. A fazenda registou ainda uma crescente colheita de pasto, que passou de quatro para 24 caixas por dia, o que está a permitir boa nutrição dos animais em criação na pecuária.
O milho é produzido em grande extensão de hectares, onde foram produzidas nove toneladas por hectares de milho, esclareceu Waldemar Pucuta, para quem o milho não tem sido comercializado, por a fazenda apostar na sua transformação em ração para o sustento das aves e do gado.
A fábrica de ração, instalada no local para evitar custos elevados na compra da ração, é de alta qualidade e tem capacidade para produzir mais de seis toneladas por dia. A ração garante uma alimentação saudável das aves, o que permitiu melhorar os níveis de produção de ovos, passando de 10 mil para 15 mil por dia, num total de 11 mil aves criadas nas naves do aviário.
“Os resultados que vimos almejando estão à vista e o nosso intuito é aumentar a nossa cadeia de produção a nível nacional, alargando os campos cultivados, potenciando os trabalhadores nacionais com formações específicas, para assegurarem a fazenda. Os nossos produtos já chegam aos mercados de Camabatela, Malanje, Luanda e Uíge”, disse.
A perspectiva é crescer e expandir a comercialização dos produtos para o leste e o centro do país, disse, avançando que, na fazenda, cada dia é um desafio para os 100 trabalhadores actualmente empregados, que não poupam esforços para limpar as estufas, regar as plantas, apascentar os bois, limpar as naves de galinhas, recolher os ovos, dar ração aos animais e comercializar os produtos. No capítulo da criação de gado bovino, o responsável calculou em 380 animais actualmente apascentados da fazenda, devidamente vacinados, salientando a baixa total da taxa de mortalidade para zero por cento, fruto das técnicas de tratamento dos currais e a fertilidade da grama para a alimentação.
Na fazenda, de longe ou de perto da área de pastagem, são observadas as longas filas de manadas de gado bovino, castanhos e brancos, de origem sul-africana e brasileira. A robustez dos animais demonstra a sanidade com que são tratados e a qualidade da carne que já alimenta e nutre muitas pessoas, que todos os dias correm à fazenda para saborear os diferentes tipos de cortes feitos no matadouro local.

Nova fábrica de água


No mesmo espaço da fazenda Barragem do Manso nasceu uma fábrica de água de mesa baptizada com o nome de “Girangola”, avançou Waldemar Pucuta. A nova unidade produtora tem uma capacidade instalada de duas mil garrafas por hora e, avança, nesta altura, decorrem os trabalhos de treinamento dos funcionários e o ensaio das máquinas, aguardando-se pelo seu arranque oportuno.
A fábrica que pretende competir no mercado vai produzir igualmente águas com sabores e vitaminas de laranja, morango, pera e maçã. Numa primeira fase, a instituição está a recrutar 50 trabalhadores, número que pode aumentar  com o arranque definitivo da produção.

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