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Uíge dá atenção especial a pessoas vulneráveis

Valter Gomes | Uíge

Idosos, pessoas com deficiência física, bem como mulheres e crianças em estado de vulnerabilidade vão passar a ser controlados e assistidos nos Centros de Acção Social Integrados, construídos nos municípios do Uíge e da Damba, no âmbito do projecto de Apoio e Protecção Social.

Fotografia: Edições Novembro

Os centros foram inaugurados pela ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Victória da Conceição, que trabalhou na província do Uíge nos últimos dias.
Os centros integrados foram equipados com meios informáticos, mobiliário, para o registo de nascimento, assistência médica e medicamentosa, acolhimento para pessoas abandonadas, idosos e crianças em risco de vida e apoio social.
As crianças em situação de vulnerabilidade, sobretudo órfãs, vão também merecer especial atenção e serão dadas as ferramentas necessárias para escaparem da pobreza, reduzindo o risco de morte, bem como garantir o seu desenvolvimento intelectual e físico.
Os centros de acção social vão permitir a criação da base de dados para o controlo eficaz, localização e atendimento personalizado e mais próximo de famílias em situação de vulnerabilidade. No município do Uíge, os centros sociais estão localizados no bairro Candombe Velho, arredores da cidade do Uíge, e na vila da Damba. Vinte activistas asseguram o funcionamento de cada um dos dois centros, declarou a directora provincial da Acção Social no Uíge, Viliana Nsimba Bunga.
Alguns destes activistas serão distribuídos pelas regedorias e aldeias, onde efectuarão o cadastramento das famílias em estado de vulnerabilidade e encaminharem os resultados para a base de dados criada nos centros integrados.
Os activistas dispõem de cinco motorizadas e uma viatura para facilitar a sua circulação e o funcionamento adequado dos centros. Os meios foram adquiridos e entregues pelo Ministério da Acção Social . Victória da Conceição reconheceu que grande parte da população do país vive em situação de vulnerabilidade e com capacidade limitada para fazer face às dificuldades que enfrenta.
A ministra assegurou que o projecto vai permitir pontualmente definir as prioridades, os esforços que devem ser empreendidos e as respostas necessárias às preocupações. Os principais beneficiários desta acção social, segundo indicou, são as pessoas que não estão suficientemente protegidas pelos instrumentos de protecção social existentes, nomeadamente os idosos, as pessoas com deficiência, as mulheres vulneráveis, bem como as crianças, que precisam de um sistema de protecção social forte e funcional, que os apoie e lhes dê a oportunidade de viver com dignidade. 
O projecto, com a duração de quatro anos, está a ser implementado, numa primeira fase, nas províncias do Uíge, Bié e Moxico e conta com o apoio da União Europeia, Unicef e do consórcio Louis Berger.
A finalidade é identificar e caracterizar os segmentos mais vulneráveis da população, fornecer informações estratégicas para a rede de promoção e protecção social, que articula as políticas existentes, mas também criar indicadores que reflictam as dimensões de vulnerabilidade social, além de criar estratégias para o atendimento prioritário das famílias em situação de vulnerabilidade.
O governador do Uíge, Pinda Simão que agradeceu a implementação dos centros na província, disse que vão estabelecer uma forte ligação e aproximação do governo às famílias vulneráveis, que vivem em diferentes localidades da circunscrição.

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