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Um sector em vias de expansão

Casimiro José |Cassongue

A fazenda agrícola Rancho-Chipepe, localizada nos arredores da vila de Cassongue, está a desenvolver acções de impacto social e económico, segundo o seu gerente, José da Silva.

Meios estão a permitir melhor lavoura, o que vai permitir abundância de produtos e a preços baixos nos mercados não só do Sumbe
Fotografia: Casimiro José

A fazenda agrícola Rancho-Chipepe, localizada nos arredores da vila de Cassongue, está a desenvolver acções de impacto social e económico, segundo o seu gerente, José da Silva.
Com um investimento inicial de 30 milhões de dólares americanos, a fazenda tem uma extensão de 25 mil hectares, dos quais quatro mil já semeados, e dedica-se à produção de milho, feijão, criação de gado bovino e caprino. Além disso, anunciou para breve a construção de uma fábrica de produção de leite, queijo, iogurte e manteiga.
Para a concretização do projecto, os responsáveis da fazenda já estabeleceram contactos no estrangeiro para a aquisição dos equipamentos. Numa primeira fase, a empresa vai fornecer os produtos à Polícia Nacional e aos trabalhadores da função pública.
Das 4.700 cabeças de gado bovino compradas ao Brasil, estão já na fazenda Rancho-Chipepe duas mil, das quais 50 vacas leiteiras. Destinando-se apenas à sua alimentação, foram colhidas este ano 38 toneladas de milho.
A criação de suínos consta, também, no leque de prioridades definidas por José Alvarinho, devido à existência de excedentes de cereais e resíduos de rações. As terras são aráveis para a produção de diversas culturas. Para armazenar, processar e conservar as colheitas, vão ser construídos cinco silos.
A estabilização da corrente eléctrica, segundo os responsáveis da fazenda, passa pela construção de uma mini-hídrica, no rio Kulola, situado a cinco quilómetros do complexo agrário. Actualmente, o fornecimento de energia eléctrica é garantido por dois grupos geradores de 40 kva cada.
José da Silva adiantou que, desde a implantação da unidade produtiva na região, esta tem vindo a facilitar a aquisição de material agrícola às populações e ajudado na comercialização dos seus produtos. Por outro lado, a unidade garantiu emprego de carácter definitivo a 37 cidadãos da região, enquanto 80 a 90 pessoas são trabalhadores eventuais, sendo ainda prestada assistência técnica aos camponeses da região.
No âmbito da política do Governo de redução das importações de sementes, a fazenda também pretende contribuir para a produção de sementes de cereais melhoradas, em estreita colaboração com a direcção-geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário.
José da Silva perspectiva, num futuro breve, a implantação na sede do município de uma agência bancária, para facilitar as transacções aos habitantes e conceder microcrédito às pessoas interessadas em realizar actividade agrícola.

Promoção do comércio rural

A Rancho-Chipepe facilita a compra dos produtos aos camponeses da região e ajuda-os a canalizá-los para mercados competitivos, uma vez que havia dificuldades em escoar os produtos excedentes.
A direcção vai ainda ensinar técnicas de utilização de fertilizantes e pesticidas e lavoura das suas parcelas, o que vai contribuir para o aumento da produção agrícola.
De acordo com José da Silva, a unidade que dirige vai participar na construção de infra-estruturas sociais, como escolas, uma igreja e um posto médico.
O administrador municipal de Cassongue, Luciano Guli, afirmou que esta fazenda constitui um grande ganho para as populações, pelo facto de dispor de muitos quadros técnicos, equipamentos e técnicas agrárias.
Afirmou ainda que a fazenda Rancho-Chipepe possui meios para desenvolver o município de Cassongue e relançar o comércio rural.

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