Províncias

Várias famílias com mais água potável

Marcelo Manuel | Aldeia Nova

Um total 1.250 famílias dos bairros Quibelenguenze, Capichongo, Kanzo, Kiasumba, Caviri, Cacumo-Nzenza, na comuna da Aldeia Nova, município da Banga, província do Cuanza Norte, conta com mais  água potável, com a instalação de um centro de captação, tratamento e distribuição, com capacidade 90 metros cúbicos

O centro de captação de água foi projectado a partir do rio Luate e além das ligações domiciliares vai garantir o fornecimento a chafarizes
Fotografia: Nilo Mateus

Construído  com fundos de investimentos públicos do governo provincial, o projecto durou cerca de 24  meses e orçou em 130 mil dólares. O empreendimento foi inaugurado pelo vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Pedro Samuel Jhon, no âmbito dos 41 anos da Independência Nacional,
O centro de captação de água foi projectado a partir do rio Luate, a cerca de 20 quilómetros e, além das 18 mil ligações domiciliares na sede do município, vai igualmente garantir o fornecimento do produto a 10 chafarizes. O empreendimento dispõe de dois tanques que servem para o armazenamento da água bruta e de decantação, com capacidades de 150 e 60 metros cúbicos.
O regedor da comuna da Aldeia Nova, João Finda, disse que o projecto constitui um dos principais ganhos registados na região durante o período pós-independência, que, segundo ele, vai permitir a redução de doenças, como diarreia e febre tifóide, entre outras.
João Finda espera que sejam também reparadas e construídas estradas, escolas e postos de saúde para que a população deixe de percorrer longas distâncias em busca destes serviços básicos essenciais.
A anciã Helana Augusto, 67 anos, satisfeita com a instalação do sistema de captação de água, disse terem ficado para trás os momentos difíceis que passaram, pois referiu que muitos dos populares tinham de  sobreviver com água retirada dos rios, sem se ter em conta os riscos.
O administrador da Aldeia Nova, José Manuel, agradeceu o gesto do governo da província e admitiu que a abertura do projecto marca uma nova etapa para a população da comuna.

Prevenção de doenças 

O vice-governador,  Pedro Samuel Jhon, realçou a importância do consumo da água potável na vida da população, principalmente no que toca à redução dos riscos de doenças.  Por outro lado, as primeiras 100 casas, dos 200 fogos habitacionais por cada município, construídas na  Banga, estão concluídas e vai-se optar pelo sistema de renda resolúvel, como garantiu o administrador-adjunto da circunscrição, Ntala Mbote Mpululu.
O administrador-adjunto apontou, entre outros ganhos registados no município ao longo dos 41 de Independência, a construção de casas protocolares, residências para o administrador municipal e adjunto, a instalação do comandante da Polícia Nacional e a loja do Registo Civil e Notariado. Relativamente ao sector da Educação, o director municipal do sector na Banga, Gomes Cussei, admitiu que a Independência propiciou a construção de 25 escolas, que perfazem 55 salas, das quais uma do primeiro ciclo e igual número para o segundo que albergam 3.159 alunos, asseguradas por 116 professores. Na localidade, estão em construção mais três escolas, que correspondem a 12 salas, nas comunas da Aldeia Nova e Caculo Cabaça. A região precisa de mais 68 salas e 64 professores.
No que se refere à Saúde, o director interino do sector,  Lino Francisco, disse que o município controla sete postos e um centro de saúde com 43 camas para internamento, no qual funcionam 37 técnicos médios e básicos. A unidade sanitária conta com um médico de clínica geral e um técnico de laboratório de análises clínicas.

Tempo

Multimédia