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Vendedoras do Chissindo rejeitam ser transferidas

Matias da Costa | Cuito

Vendedoras do mercado informal do Chissindo, no Cuito, recusam ser transferidas para a localidade do Caúe, que dista a aproximadamente oito quilómetros do centro da cidade, alegando que o espaço indicado não oferece condições para a actividade comercial, por falta de estruturas básicas, como arruamentos, bancadas para exposições dos produtos e saneamento.

Número de vendedoras no Bié continua a crescer
Fotografia: Benjamin Cândido | Edições Novembro

A posição foi defendida durante uma manifestação, realizada quarta-feira, no Cuito, em protesto à orientação da administração local, que prevê instalar no novo mercado do Caúe mais de 300 vendedoras.
Felismina Cassova, comerciante, disse ser bastante constrangedora uma transferência do mercado informal do Chissindo, pois o novo mercado fica muito longe.
Um outro aspecto apontado pela vendedora está relacionado com a falta de segurança, tendo afirmado que a localidade do Caúe é propensa à acção dos marginais. “Há um isolamento acentuado no espaço do novo mercado, que remete as vendedoras a um sentimento de insegurança, com realce ao cair do dia”, manifestou a vendedora.
Felismina Cassova ressaltou que a localidade do Caúe ainda é muito desabitada e com uma inconstância da actividade comercial. Entretanto, goraram-se as iniciativas do Jornal de Angola no sentido de contactar os responsáveis da Administração Municipal do Cuito, para se pronunciarem sobre o assunto.
Importa salientar que numa entrevista recente, o administrador do Cuito, Avis Agostinho Vieira, garantiu que a administração continua a trabalhar para criar no novo mercado condições para instalar as vendedoras.
Avis Vieira reconheceu que o actual mercado do Chissindo tornou-se insuficiente para albergar o número sempre crescente de vendedores.

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