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Violência é combatida

Maiomona Artur| Caxito

A província do Bengo registou no ano passado 210 casos de violência doméstica, revelou ontem a directora local da Família e Promoção da Mulher.

 A província do Bengo registou no ano passado 210 casos de violência doméstica, revelou ontem a directora local da Família e Promoção da Mulher.
Joana Pinto referiu que a nível daquela província foram realizadas várias actividades de fórum familiar, principalmente palestras que destacavam a fuga à paternidade, abandono de lar, supressão de bens e violência contra as crianças.
 A directora provincial da Família e Promoção da Mulher salientou ainda que, no mês de Julho do ano passado, em homenagem à mulher africana, a instituição realizou uma viagem turística à província de Benguela, numa actividade em que participaram 150 mulheres da província do Bengo.
A missão do Bengo serviu para  a troca de experiências com as mulheresde Benguela. Joana Pinto sublinhou que o programa radiofónico “Njango”, emitido pela emissora local da Rádio Nacional, tem dado um grande contributo para a redução de casos de violência doméstica, uma vez que aborda temas ligados à mulher, competências e prestações familiares, abuso sexual a menores, famílias separadas e outros problemas que afectam a mulher angolana e as famílias.
A directora provincial deu a conhecer que a nível do Bengo, pelo menos 18 por cento dos cargos de direcção e chefia são ocupados por mulheres.
 “Não é ainda uma percentagem satisfatória, mas já é um bom começo”, disse Joana Pinto, para apelar à luta contra as debilidades em termos de formação, que muitas senhoras ainda apresentam.
Joana Pinto lamentou ainda o facto de muitas mulheres estarem a desempenhar cargos de chefia apenas para que se registe um equilíbrio de género, em vez de conquistarem, na verdade, este espaço pela competência.
A responsável revelou que a partir do mês de Abril a direcção provincial da Família e Promoção da Mulher lança o curso de noivos para jovens que queiram contrair matrimónio, no sentido de estarem melhor preparados para o casamento.
Joana Pinto referiu que pastores de algumas igrejas e psicólogos podem aconselhar os jovens, assim como têm a possibilidade de frequentar um curso de formação de três meses.

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