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Vítimas das chuvas são realojadas esta semana

Um total de 197 pessoas que residem em algumas zonas periféricas da cidade do Lubango, província da Huíla, estão ao relento devido ao desabamento de quarenta casebres, em consequência das enxurradas que se abateram durante o fim-de-semana na região.

Governo da Huíla começa a realojar os populares afectados pelas chuvas
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

A maioria dos sinistrados ficou sem acção para salvar as moradias erguidas de adobo e cobertas com chapas de zinco das inundações, devido o transbordo do rio Caculuvar que delimita os bairros Comercial e Mitcha, atingido uma altura de um metro e meio.
A dona Francisca Ngueve, com a moradia ruída pela fúria das águas, explicou ao Jornal de Angola que o nível do rio começou a aumentar por volta das 10 horas e a atingir as casas que estão a cinco metros da margem, sem possibilidade de remover os haveres. “Tudo foi muito rápido no dia de sábado e só tivemos tempo levar as crianças às zonas mais seguras”, disse.
Os populares afectados estão neste momento a remover os bens que podem ser aproveitados, como chapas de zinco, barrotes, portas e alguns haveres com possibilidade de recuperação, enquanto aguardam por uma solução das autoridades competentes.
Para constar o estado em que se encontram os sinistrados das chuvas, o governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, acompanhado de uma equipa integrada por vários sectores, esteve nos locais, onde auscultou as preocupações das famílias, tendo garantido já os apoios imediatos. O realojamento dos populares afectados pelas chuvas começa esta semana, em locais definidos, pela Administração do Lubango.

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