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Zaire regista aumento de tráfico de menores

Fernando Neto | Mbanza Kongo

Os municípios de Mbanza Kongo e do Nzeto, na província do Zaire, têm sido utilizados com frequência por traficantes de menores, que actuam de Angola para a República Democrática do Congo (RDC) e vice-versa, disse ao Jornal de Angola o director provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC), Rafael Kidiwa.

Fotografia: DR

“De Janeiro a Maio deste ano, o INAC registou 20 casos de tráfico de menores, envolvendo igual número de crianças, das quais 11 provenientes de Luanda com destino a Kinshasa, RDC, e nove na rota inversa”,disse Rafael Kidiwa, acrescentando que os traficantes utilizam com incidência as rotas do posto fronteiriço do Luvo e do controlo policial do Loge Grande.
Na óptica de Rafael Kidiwa, os traficantes aproveitam-se da vulnerabilidade social de crianças dos seis aos 17 anos residentes na zona Centro da RDC.

“Quando são interpelados pelas forças policiais os infractores põem-se em fuga e abandonam os menores. O INAC os recupera e encaminha-os para o centro de acolhimento Frei George Zulianello, situado em Mbanza Kongo, enquanto o Serviço de Investigação Criminal (SIC) faz diligências para a localização dos progenitores ou tutores”, revelou.

“O INAC tem trabalhado para levar de volta ao convívio familiar as crianças resgatadas. Recentemente duas meninas congolesas, que tinham sido raptadas, voltaram para casa. Depois de resgatadas o INAC contactou a mãe e esta deslocou-se de Kinshasa até Mbanza Kongo para recuperar as filhas”, informou .

Registadas 177 casos de violação de menores

A província do Zaire registou, de Janeiro a Maio deste ano, 177 casos diversos de violação dos direitos da criança, mais nove em relação ao período análogo em 2019, revelou ontem à imprensa o responsável do Instituto Nacional da Criança local (INAC).
Rafael Kidiwa explicou que 85 dos casos, registados este ano, foram sobre trabalho infantil, e os restantes sobre fuga à paternidade, disputa de guarda de filhos, abandono de infante, abuso sexual e acusação de prática de feitiçaria.

 

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