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Administração pede combate ao lixo

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A administradora municipal do Soyo, Lúcia Tomás, pediu no fim-de-semana uma maior participação da população para o sucesso na implementação do novo modelo de gestão de resíduos urbanos na região.

Autoridades municipais traçam estratégias para facilitar a recolha de resíduos sólidos
Fotografia: Dombele Bernardo

A responsável salientou que tem de haver uma resposta imediata e eficaz de todos os munícipes para a solução do problema do saneamento, no sentido de evitar doenças no seio da população.
Lúcia Tomás falava na abertura do workshop realizado na região, que serviu para a apresentação do novo modelo de gestão de resíduos urbanos, cujo diploma tinha sido aprovado no âmbito do Decreto Presidencial nº.190/12 de 24 Agosto. Durante o workshop, promovido pela direcção provincial de Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente, foram discutidos temas relacionados com o “Novo Modelo de Gestão de Resíduos Urbanos” e o “Quadro Actual da Gestão de Resíduos na Província do Zaire”.
A administradora Lúcia Tomás disse que, devido ao crescimento económico que o município regista e ao aumento da produção petrolífera, torna-se necessário redefinir um modelo mais eficaz para a gestão do lixo produzido na região.
Por se tratar de um assunto com muita repercussão na vida da população não apenas do ponto de vista da saúde, mas também na preservação do ambiente, a administradora exortou os munícipes a concretizarem as acções emanadas nos instrumentos jurídicos sobre esta matéria.
A administradora Lúcia Tomás salientou que o regulamento sobre a gestão de resíduos - o Decreto Presidencial nº.196/12 de 30 de Agosto, e o Decreto Executivo nº.17/13 de 22 de Janeiro, vai permitir que as instituições produtoras de resíduos elaborem os seus planos de gestão e saibam dar o destino adequado ao lixo produzido.
O director do gabinete jurídico da Agência Nacional de Resíduos, Nermândio Bartolomeu, considerou que a implementação deste sistema vai melhorar a qualidade e a maneira como tem sido prestado o serviço público de recolha e tratamento de lixo, e ao mesmo tempo a vida dos cidadãos.  Para o êxito do projecto, disse, é necessário que as pessoas estejam sensibilizadas de que a recolha e tratamento do lixo é uma questão de cidadania e se for mal gerida pode trazer consequências não só ao ambiente, mas também para a saúde pública.
O chefe do departamento provincial do Ambiente do Zaire, Manuel Salvador, chamou a atenção acerca dos resíduos perigosos, produzidos pela indústria petrolífera, no município do Soyo, que têm sido depositados em zonas habitadas, situação que pode causar graves danos à saúde humana.
Os resíduos, sublinhou Manuel Salvador, não devem ser acondicionados de qualquer maneira, uma vez que contaminam os solos, rios, fauna e a flora.

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