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Agricultores de Mbanza Congo satisfeitos com início das chuvas

Os agricultores do município de Mbanza Congo, província do Zaire, confessaram na terça-feira a sua satisfação pelo regresso das chuvas, depois de uma estiagem que começou a assolar a localidade em Outubro de 2011.

Os agricultores do município de Mbanza Congo, província do Zaire, confessaram na terça-feira a sua satisfação pelo regresso das chuvas, depois de uma estiagem que começou a assolar a localidade em Outubro de 2011.
Interpelados pela Angop, de­pois da chuva que se abateu na noite de segunda-feira sobre o município sede, os camponeses dizem esperar que continue a chover com regularidade, para o cultivo da sementeira nesta segunda fase da campanha agrícola.
“Parte considerável das culturas lançadas à terra na primeira    fase da campanha agrícola foi destruída pela estiagem registada no nosso município, desde Outubro do ano passado”, frisou Mankenda Nsimba.
Mesmo com a ausência de chuvas, os camponeses continuam a desbravar terras aráveis para o cultivo do amendoim, feijão, milho, batata-doce e outras culturas.
Para Eduardo Zola, a chegada das chuvas é motivo de satisfação para quem tem no campo a fonte de rendimento e de sobrevivência. “Já perdemos muitas culturas na época agrícola passada, esperamos que, daqui em diante, as chuvas caiam com regularidade, para que a segunda fase da campanha agrícola seja coroada de êxito”, sublinhou Eduardo Zola.
Enquanto chove em Mbanza Con­go, os agricultores dos municípios do Nzeto, Tomboco e Cuimba a­guardam com ansiedade o reinício das chuvas.

Desaparecimento de lagoas no município de Cambambe

A escassez de chuva que se tem registado em quase todo o território nacional pode pôr em perigo a situação alimentar da população das localidades de Cazanga e Banze, na comuna de Massangano, município de Cambambe (Kwanza- Norte), em consequência do desaparecimento das lagoas de Cazaga e Banze, principais áreas de pesca.
A informação foi dada na terça-feira, à Angop, pelo administrador comunal Luís Rodrigo. Com a redução do caudal do rio, por falta de chuva, as lagoas secaram, provocando o êxodo dos pescadores para outras áreas, em busca de      alternativas para subsistência.
Perante esta situação, o administrador pede a adopção de medidas urgentes, destinadas a acudir à situação da população local, que tem o pescado como principal fonte de subsistência.
Luís Rodrigo informou que das quatro lagoas outrora de elevada produção de pescado, apenas o Ngolome e o Quiombe continuam a receber água com regularidade, por se encontrarem próximas do rio Kwanza, mas que apresentam uma má qualidade de pescado em consequência da inobservância de algumas regras de exploração pesqueira. Das irregularidades constatadas, Luís Rodrigo apontou o uso de materiais inadequados à actividade de pesca artesanal, como a técnica de arrastão, sobretudo no período de desova.Sugeriu a criação de sistemas artificiais, através de motobombas de alta sucção, para impedir que as lagoas desapareçam.
A região de Massangano possui 32 lagoas. As de Ngolome, Banze, Quiombe e Cazanga são as maiores e revestem-se de capital importância no contexto socioeconómico da região, cuja produção servia para o mercado local e outras regiões do país. Nas referidas lagoas abundam espécies com    cacusso, bagre e mussolo.

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