Províncias

Aulas começam no próximo mês de Junho

Jacquelino Figueiredo | Soyo

As aulas no Instituto Médio Politécnico de Petróleos do Soyo, inaugurado em Fevereiro pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, arrancam no próximo mês, anunciou sexta-feira o director nacional do ensino técnico-profissional do Ministério da Educação.

O instituto Médio Politécnico de Petróleos está pronto para o início das aulas dentro de dias
Fotografia: Jacquelino Figueiredo |Soyo

Nascimento Alexandre salientou que a instituição, vocacionada para a formação de quadros na área de petróleos, vai abrir oficialmente o seu ano lectivo na próxima quinta-feira, iniciando as aulas com um total de 150 alunos.
Nesta fase, a instituição, a primeira na província do Zaire, dispõe de nove salas de aulas, quatro laboratórios de informática, sendo um de Química e outro de Física.
O estabelecimento escolar conta ainda com um anfiteatro, campo multiuso, refeitório e outras valências para acomodar os alunos e professores. Os ciclos pedagógicos estão distribuídos em três especialidades. As condições, em termos de infra-estruturas e corpo docente, estão criadas para o arranque das aulas em duas áreas, designadamente a indústria extractiva e mecânica.
As duas áreas vão trabalhar com três especialidades, a Geologia de Petróleos, Perfuração e Produção Petrolífera e Produção Metalomecânica. O Ministério da Educação trabalha, neste momento, no estabelecimento de um orçamento próprio que permita o funcionamento normal do Instituto, bem como no apetrechamento de bibliotecas e a criação de outros laboratórios especializados para os cursos existentes. Os laboratórios e oficinas são apetrechados de forma faseada, em função da dosagem da carga disciplinar dos planos curriculares, mas que não afectem a formação neste primeiro ano, uma vez que arrancam apenas com as décimas classes.
Os laboratórios transversais de Química, Física, além dos de Informática de Multimédia e Básica devem entrar em funcionamento ainda no presente ano, por serem imprescindíveis para o exercício da actividade da instituição.
No que diz respeito ao corpo docente, avançou que a instituição vai funcionar com técnicos contratados e, num futuro próximo, serem enquadrados como efectivos do Ministério da Educação. “Para o arranque das aulas, a princípio temos contrato com 16 especialistas e, paulatinamente, vamos resolver para que este mesmo corpo docente entre já nos quadros do sector”, assegurou o director nacional.
O Ministério da Educação preconiza uma formação de qualidade dos alunos. Por isso, a instituição vai criar mais condições em termos de docentes especializados, formação sociocultural e científica, mas tendo sempre em conta a componente técnica, tecnológica e prática.
O estabelecimento vai funcionar também em regime de internato, no sentido de albergar alunos provenientes de outras províncias e sem familiares no Soyo.
O Instituto tem capacidade para acolher 76 alunos masculinos internos e 24 femininos. Posteriormente, vão ser criadas condições de maior internamento e lavandaria, refeitórios e outros serviços.

Tempo

Multimédia