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Autoridade tradicional apoia a reconstrução

Víctor Mayala | Mbanza Congo

O coordenador do núcleo das autoridades tradicionais do Lumbu, uma sala situada junto do Museu dos Reis do Congo em Mbanza Congo, província do Zaire, e que acolhe julgamentos à luz da lei costumeira, elogiou os progressos registados nos últimos tempos na região.

Encontro de autoridades tradicionais do Zaire defendem a unidade e o desenvolvimento
Fotografia: Adolfo Dumbo



O coordenador do núcleo das autoridades tradicionais do Lumbu, uma sala situada junto do Museu dos Reis do Congo em Mbanza Congo, província do Zaire, e que acolhe julgamentos à luz da lei costumeira, elogiou os progressos registados nos últimos tempos na região.
Afonso Mendes avançou que a vida dos habitantes da província e em particular da sua capital, Mbanza Congo, melhorou significativamente, fruto dos projectos de impacto social gizados pelo Executivo angolano.
“Durante os dez anos de paz o governo modificou Angola. A província do Zaire mudou de igual modo de figurino”, disse, acrescentando que nos últimos anos o Zaire beneficiou de várias infra-estruturas no domínio da educação e saúde que permitiram a inserção de mais crianças no sistema de ensino e o melhoramento das condições de assistência médica e medicamentosa.
“O colono português deixou a cidade de Mbanza Congo em estado péssimo. Mbanza Congo de ontem já não é a mesma de hoje. A nossa cidade de Mbanza Congo já tem ruas asfaltadas”, lembrou, sublinhando que as regiões recônditas como comunas, aldeias e bairros conheceram igualmente melhorias.Aquela autoridade tradicional da corte real do Congo exortou os cidadãos da província em particular e do país em geral a manter a unidade em prol da preservação da paz e do processo de reconstrução nacional em curso.
“Devemos assegurar esta paz, porque só com ela é que continuaremos a trilhar o caminho do desenvolvimento”, indicou Afonso Mendes, para quem a realidade actual do país e da província deixa admirado qualquer visitante.
“Há sítios do país em que, se se fica muito tempo sem lá ir, a gente até pode perder-se se for lá hoje, porque estão totalmente modificados”, notou.
Afonso Mendes defendeu ainda a necessidade de preservação da estabilidade política vigente e de se trabalhar cada vez mais para que Angola continue a beneficiar do desenvolvimento. Em tempo de paz, disse, o governo planifica melhor a economia e consequentemente cria mais novos postos de trabalho.
O ancião apelou os cidadãos no sentido de todos acorrerem com civismo às mesas de voto, a fim de escolherem no dia 31 deste mês os futuros dirigentes do país.
“O país é nosso e não podemos permitir que elementos de outros países decidam sobre o nosso futuro”, acentuou o interlocutor, que mais adiante observou que o vencedor das eleições gerais deve ter como desafio a criação de mais postos de trabalho que garantam salários condignos que possam permitir às famílias angolanas melhorarem as suas condições de vida.
A autoridade tradicional repudiou também o comportamento incorrecto de alguns jovens que, ao invés de se dedicarem aos estudos, praticam actos de vandalismo, danificando os bens que o governo coloca à disposição da população. O núcleo das autoridades do Lumbu funciona com 25 elementos, nove dos quais do sexo feminino.  O Lumbu é um tribunal tradicional que existe desde a vigência do antigo reino do Congo. Segundo Afonso Mendes, os casos de conflitos que recebem são resolvidos com base no aconselhamento e entendimento entre as partes envolvidas na querela.

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