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Buracos e lamaçal complicam a circulação

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A circulação rodoviária nas vias secundárias e terciárias da cidade do Soyo, província do Zaire, é uma grande dor de cabeça para os automobilistas, devido aos buracos, charcos e lamaçal, resultantes das constantes chuvas que continuam a fustigar a região, mesmo depois do fim oficial da época chuvosa, a 15 de Maio.

Reabilitação das estradas da região ainda não abrangeu as vias secundárias e terciárias
Fotografia: Dombele Bernardo

As intensas chuvas que caem no município do Soyo deixam as vias secundárias e terciárias dos principais bairros da cidade, como o 1º de Maio, o TGFA, o Nona, por onde se processa o maior trânsito rodoviário da cidade, quase intransitáveis, com a presença de muitos buracos e charcos de águas pluviais.
O famoso bairro da Paróquia do Kikudo, zona escolar e intensamente habitada, tem sido o mais afectado pelas chuvas, que o inundam e impedem a transição de todo o tipo de viaturas, em consequência dos buracos escondidos pelas águas pluviais e lamaçal.
Os automobilistas mostram-se agastados com a situação das vias secundárias e terciárias, por estarem a causar danos incalculáveis aos seus meios, que acabam por ter  avarias consideráveis.
Os taxistas privados que circulam dia e noite naquelas vias, para levar as pessoas a diversos pontos da cidade, são muitas vezes confrontados com avarias constantes.
José Kady, taxista há mais de cinco anos, disse que ruas da cidade se encontram em péssimo estado de circulação, situação que concorre para as avarias precoces dos automóveis. “As vias dos bairros mais movimentados, como da Paróquia, da Clínica, o 1º de Maio, onde está a praça e TGFA, estão muito degradadas, pelo que nos criam problemas sérios, contribuem para as avarias constantes dos veículos e complicam a circulação de pessoas, porque são imensamente habitados”, acrescentou.
De acordo com ele, os automobilistas são obrigados por Lei a pagar a taxa de circulação todos os anos para verem as estradas feitas, o que não acontece na proporção das cobranças feitas pelo Estado. “Nós pagamos a taxa de circulação todos os anos para vermos reparadas as vias de circulação, mas não é o que acontece aqui no Soyo. As vias continuam estragadas e impossibilitam até a circulação, causam danos graves aos carros. Devem fazer alguma coisa para manter a circulação de pessoas e bens com normalidade, mesmo não asfaltando, que coloquem pelo menos brita com solo apropriado e compactar, para ajudar na conservação dos troços mais usados e acabar com charcos em toda a cidade e enormes buracos escondidos pelas águas das chuvas”, frisou.
Um outro automobilista, que se identificou apenas por Júnior, disse ao Jornal de Angola que já se falou muito e não é preciso dizer mais nada em relação às vias de circulação, porque as autoridades passam por elas e conhecem a realidade que a região vive nessa matéria.

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