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Camponeses sem possibilidade de salvar produtos

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Os camponeses do município do Soyo, província do Zaire, receberam com satisfação a chuva intensa que se abateu sobre a região, após um período prolongado de estiagem, causando danos irreparáveis à agricultura.

Os camponeses do município do Soyo, província do Zaire, receberam com satisfação a chuva intensa que se abateu sobre a região, após um período prolongado de estiagem, causando danos irreparáveis à agricultura. Porém, o chefe de secção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Luís Maria Faustino, disse ontem ao Jornal de Angola que a chuva que caiu intensamente não vai permitir recuperar as culturas da primeira época agrícola e favorecer uma nova   lavoura.
Os camponeses estão desmoralizados e desprovidos de sementes para voltarem a cultivar a terra, referiu. Em função da ausência de chuva, prosseguiu, os camponeses praticaram a agricultura de subsistência, o que torna difícil cultivar em larga escala. A ausência de chuva desde Agosto do ano passado, segundo o responsável, levou à destruição das culturas da primeira época, situação que prejudicou os camponeses da região.
Mesmo que continue a chover, continuou, os camponeses não têm meios suficientes para voltarem a cultivar, a não ser que recebam uma ajuda material e técnica do governo, para desbravar e  semear os campos. “Caso o governo preste ajuda na preparação de novos campos agrícolas, talvez seja possível cultivar produtos como o milho, a mandioca e o feijão macunde, que podem ser recuperados até ao final da   segunda época”, afirmou.

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