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Capturadas nas armadilhas milhares de moscas tsé-tsé

Mais de cem mil moscas tsé-tsé (vector da tripanossomíase ou doença do sono) foram capturadas ao longo do ano passado pelo Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), na província do Zaire, no âmbito do combate à doença do sono, informou na quarta-feira o chefe de departamento provincial.

Mais de cem mil moscas tsé-tsé (vector da tripanossomíase ou doença do sono) foram capturadas ao longo do ano passado pelo Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), na província do Zaire, no âmbito do combate à doença do sono, informou na quarta-feira o chefe de departamento provincial.
Francisco Mayala explicou à Angop que a captura das moscas resultou da colocação em diversas localidades da região de 1.519 armadilhas, no contexto da luta anti-vectorial. Desde Dezembro do ano  passado que a província do Zaire está a beneficiar do sistema de pulverização e fumigação das zonas mais povoadas por moscas tsé-tsé, no âmbito da estratégia do sector da saúde para o combate à doença do sono, que tem feito muitas vítimas mortais na região.
De acordo com Francisco Mayala, chefe do departamento provincial de combate à doença do sono, os novos métodos são mais eficientes pois, além de eliminarem a mosca tsé-tsé e outros insectos voadores, protegem as culturas das pragas. Os camponeses também beneficiam directamente das acções sanitárias de combate à doença do sono, porque registam melhores e mais abundantes colheitas.
“Utilizamos deltamethrine e sumigram, que são produtos muito eficazes, sem, no entanto, constituírem ameaça à vida humana”, esclareceu Francisco Mayala, acrescentando que os novos métodos vão reforçar a luta anti-vectorial, que há anos era levada a cabo apenas com armadilhas.
No ano passado foram notificados 34 novos casos da doença do sono, dos 19 mil indivíduos examinados. As acções de conate à doença do sono no Zaire têm produzido efeitos positivos na redução de casos  mortais. Comparativamente a 2009,  Francisco Mayala disse ter havido um aumento de 11 casos da doença do sono.
Mbanza Congo e Nzeto registaram o maior número de casos, com 17 e 14, respectivamente, seguidos por Nóqui, com três.
Uma fonte do Ministério da Saúde informou ainda que “na zona Norte do país a doença do sono  tem causado muitas mortes”.
A mesma fonte informou que o Ministério da Saúde está a fazer tudo para reduzir o número de casos na província do Zaire, uma das mais afectadas no Norte de Angola. “Vamos continuar a utilizar deltamebhrine e sumigram”, precisou Francisco Mayala.
As brigadas de combate à doença do sono começaram a actuar de uma forma sistemática nos anos 40 do século passado e percorreram todo o país, ministrando às populações a popular “pentamidina”.
No final dos anos 60 a doença estava erradicada em todo o Norte de Angola. Apenas existiam peque nos focos no Leste e Sudeste de Angola, na zona fronteiriça com a Zâmbia, onde as brigadas de combate à doença do sono não actuaram com tanta eficácia.

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