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Casos de cólera no Soyo

João Mavinga e Fernando Neto | Mbanza Congo

O município do Soyo está desde 25 de Fevereiro a ser assolado por um surto de cólera, com seis óbitos e 97 casos registados, até ontem, anunciou o director provincial da Saúde, Miguel Paulo.

O município do Soyo está desde 25 de Fevereiro a ser assolado por um surto de cólera, com seis óbitos e 97 casos registados, até ontem, anunciou o director provincial da Saúde, Miguel Paulo.
Para travar o surto, uma vasta equipa, composta por especialistas ligados às áreas de saúde pública, Organização Mundial da Saúde, vigilância epidemiológica, apoiados pelo Ministério da Saúde, estão a desenvolver acções de educação sanitária, informação e mobilização das populações.
O médico salientou que a equipa está a passar informações às populações do Soyo, no sentido de acautelarem as medidas de higiene pessoal de forma rigorosa, a lavagem das mãos antes das refeições, depois do uso das latrinas, e evitar o consumo de alimentos mal preparados.
Miguel Paulo precisou que a epidemia afecta com maior incidência habitantes das Ilhas da Ponta do Padrão, do Zola e Nsala Senga. Mas, salientou, foram registados casos esporádicos nos bairros de Quicudo, Quicala Quiacu e 1º de Maio.No município do Cuimba, as autoridades sanitárias estão preocupadas com os 43 casos de sarampo registados entre Janeiro e Fevereiro. O supervisor provincial da vigilância epidemiológica do Zaire, Francisco Sinda, que falava à margem do acto de lançamento da primeira campanha de vacinação contra a poliomielite de base comunitária, revelou que, nesse período, os municípios de Mbanza Congo e Nóqui registaram, cada um, 12 casos de sarampo e um óbito.
O supervisor informou que, durante o ano de 2011, a província registou 834 casos de sarampo que resultaram em 15 óbitos. A direcção provincial mandou amostras de análises de sarampo e cólera para os laboratórios de Luanda, tendo os resultados confirmado a suspeita de cólera e de sarampo, no Cuimba. O supervisor provincial da área de promoção de saúde, Domingos Dilukila, aqfirma que a epidemia de sarampo é fruto do comportamento de certas famílias que se furtam a vacinar os filhos.
No ano passado, recordou, a saúde pública realizou a campanha de vacinação “Viva a vida com saúde”, em que as autoridades sanitárias vacinaram centenas de crianças contra a pólio e  sarampo.

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